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IPO da C&A: Tudo que você precisa saber sobre a oferta da varejista de moda

Investing.com Brasil - 11/10/2019 - 19:08
C&A Varejo Moda Empresas
É preciso ficar claro que o IPO da C&A servirá para os sócios embolsarem lucro e para subsidiária brasileira pagar suas dívidas com o controlador europeu (Imagem: Reuters/Arnd Wiegmann)

Por Investing.com

A gigante do varejo C&A apresentou o prospecto para realizar seu IPO e ter suas ações negociadas no Novo Mercado da B3 (B3SA3). O Investing.com detalha abaixo tudo o que você precisa saber sobre a oferta de ações.

Antes de começar, é preciso ficar claro que o IPO da C&A servirá para os sócios embolsarem lucro e para subsidiária brasileira pagar suas dívidas com o controlador europeu, baseado em Luxemburgo. Menos de 6% da oferta total irá para o caixa da companhia com foco na expansão dos negócios.

O preço médio veio com desconto em relação à Lojas Renner (LREN3), mas com prêmio na comparação com a Guararapes, controladora da Riachuelo (GUAR3).

Resumo do IPO da C&A

A oferta da C&A será em sua totalidade de ações preferenciais, com a adesão ao Novo Mercado da B3, o mais alto nível de governança da bolsa brasileira. As ações serão negociadas com o ticker CEAB3.

O IPO é composto por uma oferta primária de 49,3 milhões de ações somada a uma oferta secundária de 32,9 milhões de ações. A primeira corresponde a emissão de novo papéis, enquanto a segunda se refere a venda de ativos nas mãos dos controladores.

Os acionistas vendedores fazem parte do grupo controlador da família Brenninkmeijer, que criaram a marca C&A em 1861.

Preço da ação e volume da oferta

O prospecto da oferta da C&A prevê uma faixa de preços entre R$ 16,50 e R$ 20,00, o que avalia a empresa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, aproximadamente.

Se sair pelo preço preço-médio é de R$ 18,25, a C&A levantará R$ 1,5 bilhão, sendo que R$ 900 milhões na oferta primária, entrando no caixa da companhia.

A oferta adicional pode abranger mais 16,44 milhões de ações e a suplementar, 12,33 milhões de ações.

Quem pode participar do IPO da C&A?

Os investidores poderão iniciar as reservas na próxima semana com o valor mínimo de R$ 3 mil e o máximo de R$ 1 milhão.

Ao contrário dos IPOs recentes de Vivara (VIVA3) e BMG , não haverá distinção entre investidores institucionais mais abastados e os menores. Também não haverá lock-up para o varejo aliado à preferência de distribuição.

A oferta de varejo representará entre 10% e 20% da oferta total, variando a critério da C&A. A maior parte, como habitual, ficará nas mãos dos investidores institucionais, como fundos de investimento.

Calendário do IPO da C&A

Anote as principais datas na sua agenda:

14 de outubro – Início do período de reserva

23 de outubro – Final do período de reserva

24 de outubro – Precificação do IPO

28 de outubro – Início de negociação na B3.

As datas são muito semelhantes aos do IPO do BMG e haverá disputa por capital entre os investidores.

Destinação dos recursos do IPO

A C&A optou por fazer um IPO que beneficiará bastante os controladores internacionais da varejista.

A oferta primária representa 60% do total e será quase que integralmente utilizada para abater as dívidas da subsidiária brasileira com a controladora no exterior.

Da expectativa de R$ 861,3 milhões líquidos com a oferta primária, 90%, ou R$ 775,2 milhões, serão destinados a saldar dívida com a C&A Mode AG. Apenas 10%, ou os R$ 86,1 milhões, será utilizado na expansão da marca no Brasil.

A dívida líquida da C&A brasileira disparou no último ano. Em 30 de junho de 2019, o endividamento da varejista era de R$ 2,35 bilhões, contra R$ 463 milhões em igual período de 2018.

Free float da C&A

Encerrado o IPO, a varejista terá um percentual entre 26,7% e 32% do capital negociados na B3. O valor correto depende da opção da C&A de colocar lotes adicionais e suplementares.

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Coordenadores do IPO

A oferta de ações da C&A será comandada pelo Morgan Stanley, que também será o agente estabilizador. Coordenam a oferta, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citigroup, Santander e XP.

Lucro e balanço da C&A

A varejista registrou lucro de R$ 777,2 milhões no primeiro semestre de 2019, revertendo, assim, prejuízo de R$ 30,5 milhões em igual período de 2018.

A receita líquida ficou em R$ 2,3 bilhões de janeiro a junho deste ano, crescimento de 2,9% na comparação anual.

O Ebitda ajustado somou R$ 171,5 milhões, 2,6% maior do que R$ 167,2 milhões em 2018. A margem Ebitda permaneceu estável em 7,4%.

Última atualização por Renan Dantas - 11/10/2019 - 20:28