Arena do Pavini

IPCA cai 0,23% em junho, primeira deflação desde 2006 e menor taxa para o mês desde 1998

07 jul 2017, 12:27 - atualizado em 05 nov 2017, 14:00

Por Ângelo Pavini, da Arena do Pavini

O IPCA, índice que mede a inflação para as famílias com renda de até 40 salários mínimos, registrou queda de 0,23% em junho, o primeiro resultado negativo desde 2006 (-2,1%) e a menor taxa desde agosto de 1998, quando o índice foi de -0,51%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A deflação foi maior que a esperada pelo mercado, que trabalhava com queda de 0,18% na mediana das projeções. Em junho do ano passado, o IPCA havia subido 0,35%.

Menor inflação no 1º semestre

Com essa queda em junho, o primeiro semestre fechou com inflação de 1,18%, bem menos do que os 4,42% registrados em igual período do ano passado. Considerando-se os primeiros semestres do ano, é o resultado mais baixo da série. Em relação aos últimos doze meses, o índice foi para 3,00%, abaixo dos 3,60% relativos aos doze meses imediatamente anteriores.

Comer, morar, viajar

A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes, ressalta que “o que chama atenção é que os três grupos mais importantes para o orçamento doméstico tiveram queda, afetando as principais despesas da população: de se alimentar, morar e se transportar”.

Energia elétrica cai

As contas de energia elétrica, que em maio haviam subido 8,98%, puxando a elevação do índice de inflação a 0,31%, fizeram um movimento contrário em junho, com queda de -5,52%. Isso se deveu, principalmente, à passagem da bandeira vermelha para a verde, que significa uma redução de R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos.

Combustíveis em baixa

Os combustíveis tiveram queda de -2,84%, levando o grupo de Transportes a -0,52%, com destaque para as duas reduções seguidas no preço da gasolina, autorizadas pela Petrobras, no final de maio e em junho, além da variação de -4,66% no litro do etanol.

Comida mais barata

Já os alimentos, que representam 26% do IPCA, tiveram queda de -0,50%, puxada pela alimentação em casa (-0,93%), com redução em todas as regiões pesquisadas. Itens importantes, como tomate, batata-inglesa e frutas, tiveram quedas significativas nos preços. Segundo Eulina Nunes, “essa baixa nos preços reflete os resultados positivos da safra e os efeitos da redução no poder aquisitivo da população, que levam o comércio a fazer ofertas e promoções”.

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