Inteligência artificial: homem ‘troca de rosto’ com tecnologia e rouba US$ 622 mil
A China intensifica a regulação de inteligência artificial e “DeepFakes” ao passo que crimes e fraudes que utilizam a tecnologia aumentam, segundo noticiou a Reuters nesta segunda-feira (22).
O caso mais recente que vem causando grande repercussão nas redes sociais chineses, como o Weibo, é o do homem, que foi levado a acreditar que estava falando com seu amigo por videochamada, quando na realidade era o criminoso.
Ao se passar pelo amigo da vítima, o golpista o convenceu a transferir 4,3 milhões de iuanes, cerca de US$ 622 mil. A polícia da cidade de Baotou, na região da Mongólia Interior, disse que o golpista usou tecnologia de troca de rosto com inteligência artificial.
A vítima transferiu o dinheiro acreditando que seu amigo precisava fazer um depósito durante um processo de licitação, disse a polícia em comunicado.
O golpe foi percebido pela vítima depois que seu amigo disse que não sabia de nada sobre a transferência, segundo a polícia. Ainda de acordo com as autoridades, foi possível recuperar a maior parte dos recursos roubados e as autoridades estão trabalhando para rastrear o restante.
A tecnologia de “DeepFake” avança junto com a inteligência artificial com o aprendizado de máquina. O aprendizado de máquina é a técnica em que uma base de dados é utilizada para alimentar um programa, e “ensiná-lo” a realizar certas tarefas.
- Entre para o Telegram do Money Times!
Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo. Clique aqui e faça parte!
Conforme a Reuters, o caso causou grande repercussão na rede social Weibo, sendo a hashtag #golpes com IA uma das mais vistas em todo o país. O assunto gerou mais de 120 milhões de visualizações nesta segunda-feira.
“Isso mostra que fotos, vozes e vídeos podem ser utilizados por golpistas”, escreveu um usuário na rede social. “As regras de segurança da informação podem acompanhar as técnicas dessas pessoas?”
Leonardo Rubinstein Cavalcanti é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter do Crypto Times, e autor do livro “2020: O Ano que Não Aconteceu”. Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.