Ibovespa (IBOV) não aguenta pressão e desaba junto com Wall Street; veja os indicadores desta quinta (6)
Ontem, a bolsa brasileira até conseguir descolar do mercado internacional. Mas, hoje, com a agenda de indicadores nacionais esvaziada, não teve jeito. Nos Estados Unidos saiu uma bateria de dados sobre o mercado de trabalho, mas as expectativas estão voltadas para o payroll, que sai amanhã.
Os principais índices de Wall Street abriram em baixa com os dados apontando para um mercado de trabalho resiliente e a ata da reunião do Federal Reserve fomentarem temores de que o banco central americano mantenha os juros altos por mais tempo.
Por volta das 12h55, o Ibovespa (IBOV) desabava 1,63%. Já em Wall Street, Nasdaq caia 1,52%, S&P 500 caia 1,34% e Dow Jones desacelerava a 1,44%.
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Giro dos Indicadores: Confira os dados que saíram na manhã desta quinta-feira (6)
Brasil
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) caiu 0,48% em junho, desacelerando 0,06% no mês anterior em relação à taxa mensal. Com esse resultado, a taxa acumulada em 12 meses ficou 7,96% em junho ante 8,14% em maio.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a criação de vagas de trabalho no setor privado subiu mais do que o esperado no mês de junho. Esse resultado indica um mercado resiliente, apesar de uma possível recessão devido à taxa de juros. Segundo o relatório ADP National Employment, o setor privado abriu 497 mil vagas de emprego em junho.
Já os dados dos pedidos de auxílio-desemprego da semana passada apresentaram um avanço moderado, com um aumento de 12 mil, segundo o Departamento de Trabalho. Os pedidos somam 248 mil com ajuste sazonal.
Agora, falando sobre o setor de serviços, no mês de junho o crescimento foi mais forte do que o esperado. Segundo o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), o PMI não-manufatureiro aumentou 53,9% em junho, ante 50,3% em maio.
Novos pedidos por empresas de serviços aumentaram de 52,9% para 55,5% em junho; já o indicador de preços pagos por empresas de serviços de insumos apresentou queda, passando de 56,2% para 54,1% no período. Trata-se do menor nível desde março de 2020.
Europa
Nesta quinta-feira a Eurostat informou que as vendas no varejo na zona do euro permaneceram estáveis em maio comparado a abril. No ano passado, no mesmo período, o volume das vendas havia caído em 2,9%.
Neste ano, alimentos, bebidas e tabaco caíram em 0,5% e combustíveis para automóveis em 0,3%. Por outro lado, os produtos não alimentícios aumentaram 0,1%, apesar da queda de 0,9% nas vendas online.
Na Alemanha, as encomendas à indústria subiram mais do que o esperado. Em maio, o setor avançou 6,4% ante abril das encomendas externas, acima dos 1,5% da previsão inicial.
Nas encomendas domésticas houve um aumento de 6,2%. Na fabricação de outros equipamentos de transporte, 137,1%. Comparado aos resultados do ano passado, os pedidos totais caíram 4,3%.