Ibovespa (IBOV) cai com Selic no radar: 5 coisas para saber antes de investir nesta quarta(8)
O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta quarta-feira (8) em queda, caindo 0,84%, a 128.119 pontos, por volta das 10h09.
Na véspera, o índice fechou no positivo, refletindo as altas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3;PETR4) e o bom humor dos mercados globais.
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Para hoje, está no radar do mercado a reunião do Copom para definição do futuro da taxa Selic. Além disso, a temporada de balanços agita os investidores.
O dólar subia frente ao real nos primeiros negócios desta quarta-feira, com investidores à espera da conclusão da reunião de política monetária do Banco Central em meio a incertezas sobre o ritmo de afrouxamento, enquanto o clima no exterior se mostrava neutro.
Day Trade:
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- Ação que despencou 8% ontem pode voltar a cair nesta quarta (8); veja o que vender
Radar do Mercado:
5 assuntos que podem mexer com o Ibovespa nesta quarta (8)
0,25 pp ou 0,50 pp? Selic divide o mercado
Chegou o grande dia: hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulga quais serão os próximos passos da Selic.
Embora o Banco Central tenha projetado mais um corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros, o mercado vem falando em pisar o freio e cortar só 0,25 pp.
Isso porque, a postergação da flexibilização da política monetária nos Estados Unidos, a atividade doméstica robusta, as expectativas de inflação ascendentes e o risco fiscal maior passaram a preocupar mais e a pressionar a Selic.
Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, destaca que, atualmente, apostar em um corte de 50 pontos é uma posição pouco comum, até mesmo dentro da Empiricus, embora ele veja espaço para tal medida.
“Por outro lado, há argumentos plausíveis para um corte de 25 pontos, que representaria uma desaceleração no ritmo de aperto monetário diante das incertezas crescentes, apesar de uma melhora no cenário internacional recentemente. Mais do que o tamanho do corte na Selic hoje, o que realmente gera ansiedade é a divisão de votos dentro do Copom, o que poderia indicar uma discrepância entre os técnicos e os novos diretores”, afirma.
Temporada de balanços pega fogo
Nesta quarta-feira (8), tem uma bateria de balanços do primeiro trimestre. Entre as principais estão Ambev (ABEV3), Banco do Brasil (BBAS3), CSN Mineração (CMIN3), CSN (CSNA3), Casas Bahia (BHIA3), MRV (MRVE3), 3R Petroleum (RRRP3), Eletrobras (ELET3), BrasilAgro (AGRO3), Minerva (BEEF3) e Pão de Açucar (PCAR3).
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Irani (RANI3) anuncia o pagamento de R$ 10,3 milhões em dividendos
A Irani (RANI3) anunciou nesta quarta-feira (08), em comunicado ao mercado, a distribuição de dividendos no valor total de R$ 10,3 milhões, com base nas demonstrações financeiras da companhia de 31 de março de 2024.
Será pago R$ 0,043069274 por ação ordinária aos acionistas detentores de ações na data base de 08 de maio deste ano. O recebimento cairá na conta dos investidores no dia 23 de maio de 2024 e será isento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
Prio (PRIO3) lucra US$ 217 milhões no 1T24
A Prio (PRIO3) encerrou o primeiro trimestre de 2024 com lucro líquido de US$ 217 milhões, incluindo o IFRS, queda de 2%, mostra documento enviado ao mercado na terça-feira (7). Excluindo o item, o lucro somou US$ 224 milhões.
Segundo, Mateus Haag, analista da Guide Investimentos, o aumento do lifting cost em relação ao trimestre anterior já era esperado por conta da queda na produção no período.
“Contudo, na comparação anual, a produção cresceu mais do que o lifting cost. A companhia ainda espera a aprovação do Ibama para acontecer antes de agosto, quando se pretende extrair o primeiro óleo no campo de Wahoo”, disse.
Carrefour (CRFB3) no lucro, GPA (PCAR3) no prejuízo
O Carrefour Brasil (CRFB3) divulgou nesta terça-feira um lucro líquido de R$ 39 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 113 milhões no mesmo período do ano passado, conforme balanço da varejista de alimentos.
Por outro lado, o GPA (PCAR3) encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 407 milhões, acima da perda de R$ 319 milhões um ano antes, afetado pela adesão ao programa de quitação de débitos de ICMS com o Estado de São Paulo e impairment após a venda da sede administrativa.