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Ibovespa (IBOV) cai aos 124 mil pontos, com EUA e Eletrobras (ELET3); 5 coisas para saber ao investir hoje (28)

28 fev 2025, 10:20 - atualizado em 28 fev 2025, 10:48
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Ibovespa abre em alta nesta sexta (28). (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta sexta-feira (28) em queda. O principal índice da bolsa brasileira caía0,04%, aos 124.753,07 pontos, por volta de 10h03 (horário de Brasília).



O dólar à vista subia ante o real nesta manhã, a caminho de fechar a semana com ganhos, à medida que os investidores aguardam novos dados de inflação dos Estados Unidos e ponderam sobre os efeitos dos planos tarifários do presidente norte-americano, Donald Trump.

Por volta das 10h, dólar à vista operava na estabilidade, a R$ 5,8403 na venda.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta (28)

1 – Inflação nos Estados Unidos

Os investidores reagem a nova leitura da inflação dos Estados Unidos (EUA). O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,3% em janeiro e foi a 2,5% em 12 meses

As projeções estão em linha com o que era esperado pelo mercado.

2 – Tarifas para México, Canadá e China voltam a valer

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou aos holofotes ao confirmar, na quinta-feira (27), que as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá passam a valer a partir do dia 4 de março. Já China enfrentará um acréscimo de 10% sobre os 10% já anunciados no início do mês.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, avalia que investidores foram pegos de surpresa, pois muitos acreditavam que a medida seria novamente adiada ou, pelo menos, atenuada — afinal, o presidente já havia utilizado tarifas como moeda de troca para arrancar concessões.

“Como esperado, o clima já começa a azedar nos EUA. Não é só o mercado que está inquieto — os consumidores também sentem a tensão no ar. O receio de preços mais altos e impacto na economia real cresce a cada nova ameaça tarifária. Se Trump buscava reafirmar seu controle sobre o tabuleiro global, conseguiu. Agora, resta saber se a jogada não sairá pela culatra”, afirma Spiess.

3 – Nvidia (NVDA) supera expectativas com receitas, mas guidance aponta para possível ‘efeito do DeepSeek’

Nvidia (NVDA) publicou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2024 (4T24) na noite da última quarta-feira (26). O destaque vai para o crescimento de 77,9% na receita na comparação anual, impulsionado principalmente pela demanda por chips de inteligência artificial (IA) e com data centers.

A receita atingiu os US$ 39,33 bilhões, contra uma estimativa de US$ 38,25 bilhões. Para Jensen Huang, CEO da Nvidia, o crescimento da receita foi notável em todas as áreas de negócios, com destaque para o segmento de data centers, que se beneficiou da crescente adoção de inteligência artificial e computação em nuvem.

Apesar dos resultados positivos no 4T24, a Nvidia apresentou projeções (guidance) mais conservadoras para o primeiro trimestre de 2025.

Com isso, a empresa espera que a receita fique entre US$ 43 bilhões (podendo ter uma variação percentual de 2% para cima ou para baixo), com uma margem bruta entre 70,5% e 71,5%.

Essa projeção ficou abaixo das expectativas do mercado, gerando preocupações sobre uma possível desaceleração no crescimento da demanda por chips e data centers.

4 – Governo passa a ter maior representatividade na Eletrobras (ELET3)

Eletrobras (ELET3) informou nesta sexta-feira (28) que fechou com a União um acordo que viabiliza o fim da ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual o governo federal questionava seu limite de poder de voto na companhia elétrica.

Pelo acordo fechado, o governo passará a ter maior representatividade no conselho da Eletrobras, enquanto a companhia deixará de ter obrigação de aportar recursos para a construção da usina nuclear de Angra 3 caso o projeto siga adiante.

Os termos da negociação fechada, que ainda precisam ser validados em assembleia de acionistas da Eletrobras e homologadas pelo STF, preveem que a União poderá indicar 3 dos 10 integrantes do conselho de administração e 1 dos 5 representantes do conselho fiscal da Eletrobras.

5 –Totvs (TOTS3) joga a toalha e desiste de comprar Linx da Stone (STOC31)

Totvs (TOTS3saiu do processo para comprar a Linx da Stone (STOC31). Em comunicado de apenas duas linhas, a companhia não deu mais justificativas para a desistência, mas um dos entraves pode ter sido o preço.

Segundo informações da Reuters, a Stone pedia o mesmo valor que havia comprado a Linx em 2020. Na época, a maquininha pagou R$ 6,7 bilhões, em uma disputa acirrada com a própria Totvs.

*Com informações de Reuters

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.