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Ibovespa (IBOV) sobe aos 126 mil pontos, com Ambev (ABEV3) e Weg (WEGE3) no radar; 7 coisas para saber ao investir hoje (26)

26 fev 2025, 10:15 - atualizado em 26 fev 2025, 10:15
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Ibovespa abre em alta nesta quarta-feira, 26 (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta quarta-feira (26) em alta. O principal índice da bolsa brasileira subia 0,31%, aos 126.375,70 pontos, por volta de 10h06 (horário de Brasília).



O dólar à vista abriu a quarta em baixa contra o real, em sintonia com a queda da divisa norte-americana ante outras moedas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, com investidores à espera da divulgação, ainda pela manhã, de dados de emprego formal no Brasil.

Por volta das 10h, o dólar avançava 0,05%, a R$ 5,7445.

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em queda. O levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (26), aponta que o atual governo é reprovado por 50% ou mais dos eleitores em oito estados pesquisados.

Isso preocupa o mercado, que já vê o governo se movimentando em direção de medidas populistas que injetam mais dinheiro na economia e podem elevar a pressão inflacionária, exigindo juros mais altos por um período prolongado.

Por aqui, os holofotes também se voltam ao resultado da Petrobras (PETR4), que será divulgado após o fechamento do mercado.

Lá fora, o dia é de agenda esvaziada do lado dos indicadores, sendo que o mercado se prepara para a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e os números do Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), que serão divulgados nos próximos dois dias.

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7 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta (26)

1 – Efeito rebote

Ontem (25), o IPCA-15 de fevereiro trouxe o esperado rebote após a distorção artificial de janeiro causada pelo bônus de Itaipu. Ainda assim, Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, destaca que a prévia da inflação oficial ficou abaixo das expectativas, sinalizando algum alívio nas métricas mais relevantes para a condução da política monetária.

Mas antes que alguém se empolgue, o analista pondera que a batalha contra a inflação “está longe de ser vencida”. O patamar continua elevado e tudo indica que, mais uma vez, vamos estourar o teto da meta em 2025.

“Sim, é verdade que um dado como esse, combinado com sinais de desaceleração econômica, abre espaço para um Banco Central menos agressivo no aperto monetário. O problema? O governo segue determinado a despejar mais estímulos na economia para tentar recuperar a popularidade de Lula”, aponta.

2 – ‘O flerte eleitoreiro’

No front político, o governo começa a se movimentar para salvar o que resta da governabilidade. Ontem (25), a ministra da Saúde caiu, dando início a uma reforma ministerial. Já o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, circula nos bastidores como possível próxima baixa caso novas ideias heterodoxas ganhem espaço – o que, para o governo, Spiess aponta que seria uma oportunidade perfeita para negociar mais um ministério.

Enquanto isso, as pesquisas continuam a mostrar a deterioração acelerada da popularidade de Lula. A CNT/MDA revelou que a avaliação negativa do presidente saltou de 31% para 44%, e a Genial/Quaest desta manhã seguiu na mesma direção. O desgaste político é evidente e, embora o nível de rejeição deva encontrar um fundo em algum momento, não há sinais de recuperação estrutural.

“Parar de cair é uma coisa. Voltar a subir é outra completamente diferente”, diz o analista. “Mesmo que Lula consiga estancar a sangria com medidas populistas, a janela para uma reversão significativa parece fechada”.

3 – Ambev (ABEV3): Lucro avança 11% e atinge R$ 5 bilhões no 4T24, acima das estimativas

Ambev (ABEV3) reportou um lucro líquido de R$ 5 bilhões no quarto trimestre de 2024, um salto de 11% em relação ao mesmo período de 2023, quando lucrou R$ 4,5 bilhões.

A cifra supera o consenso do mercado, que esperava um lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, segundo dados reunidos pelo BTG Pactual.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mensura o potencial de geração de caixa operacional, cresceu 34,5% no ano, atingindo R$ 9,6 bilhões no último trimestre de 2024. A margem Ebitda ajustada ficou em 35,6%.

A empresa também informou ao mercado que distribuirá dividendos aos seus acionistas no valor de R$ 0,1276 por ação, conforme aprovado pelo conselho de administração. Os dividendos intermediários são de aproximadamente R$ 2 bilhões.

O pagamento ocorrerá no dia 4 de abril de 2025, com base na posição acionária de 14 de março de 2025 para as ações negociadas na B3 e 18 de março de 2025 para as negociadas na Nyse (bolsa de Nova York), sem correção monetária.

4 – WEG (WEGE3) lucra R$ 1,69 bilhão no 4T24, em linha com as expectativas; Ebitda avança 30,5%

WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,69 bilhão no quarto trimestre de 2024 (4T24), mostra balanço divulgado nesta quarta (26). Em relação ao mesmo período de 2023, houve recuo de 2,9%. Na comparação trimestral, o resultado avançou 7,3%.

O número veio em linha com o consenso do mercado, que esperava um lucro líquido justamente de R$ 1,69 bilhão, segundo dados reunidos pelo BTG Pactual.

Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mensura o potencial de geração de caixa operacional, chegou a R$ 2,3 bilhões no 4T24, um salto de 30,5% na comparação anual e também de 7,3% na comparação trimestral.

5 – IRB(Re) (IRBR3) tem lucro acima do esperado no 4T24

IRB(Re) (IRBR3) teve lucro líquido de R$ 112 milhões no quarto trimestre de 2024 (4T24), um salto ante o lucro de R$ 38 milhões apurado na mesma etapa de 2023, informou a empresa em balanço financeiro nesta terça-feira (25).

Analistas esperavam lucro de R$ 106,2 milhões para a companhia, segundo a média das estimativas reunidas pela LSEG.

A resseguradora encerrou o último trimestre do ano passado com um índice de sinistralidade de 64%, 8,8 pontos percentuais acima do desempenho de um ano antes.

6 – Confiança da indústria do Brasil tem leve recuo em fevereiro

confiança da indústria no Brasil apresentou leve recuo em fevereiro e mantém o cenário de cautela dos empresários sobre a situação presente dos negócios, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 0,1 ponto em fevereiro na comparação com o mês anterior, indo a 98,3 pontos, de acordo com os dados da FGV.

7 – China enfrenta desafios econômicos

A China mantém um discurso de serenidade enquanto enfrenta desafios econômicos e restrições comerciais dos EUA. Apesar da postura cautelosa de Xi Jinping, Pequim planeja injetar até US$ 140 bilhões nos bancos para sustentar o crédito e evitar uma crise maior.

Spiess, da Empiricus Research, destaca que o setor bancário já opera no limite, com margens mínimas, lucros em queda e inadimplência crescente.

“Pequim está recorrendo a uma dose cavalar de estímulos para tentar reanimar uma economia em dificuldade, que mesmo após sucessivas rodadas de incentivos no ano passado — incluindo cortes nos juros — não conseguiu engrenar”, explica o analista.

*Com informações de Reuters

Estagiária
Estudante de jornalismo na Universidade São Judas Tadeu, tem habilidades em edição de imagens e vídeos além da paixão pelo meio de comunicações. Estuda inglês e está em busca da fluência.
vitoria.pitanga@moneytimes.com.br
Estudante de jornalismo na Universidade São Judas Tadeu, tem habilidades em edição de imagens e vídeos além da paixão pelo meio de comunicações. Estuda inglês e está em busca da fluência.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.