Ibovespa (IBOV) abre em queda com risco de recessão global; 5 coisas para saber ao investir hoje (4)

O Ibovespa (IBOV) abre o pregão desta sexta-feira (4) em queda. O principal índice da bolsa brasileira recuava 0,08%, aos 131.038,51 pontos, por volta de 10h04 (horário de Brasília).
O dólar à vista abriu em forte alta nesta sexta, devolvendo as perdas da sessão anterior, à medida que cresciam os temores de uma guerra comercial global após a China retaliar as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o dólar à vista subia 1,79% R$ 5,7295
- VEJA MAIS: Mesmo com a Selic a 14,25% ao ano, esta carteira de 5 ações já rendeu 17,7% em 2025
Day Trade:
- Direcional (DIRR3), Magazine Luiza (MGLU3) e mais 2 ações para comprar
- Gerdau (GGBR4) e outras ações para vender e buscar retornos de até 3,01%
Radar do mercado:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta (4)
1 – De olho nos dados dos EUA
Os Estados Unidos (EUA) criaram 228 mil vagas de emprego em março de 2025, de acordo com o payroll divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Departamento do Trabalho do país. A leitura ficou acima das expectativas do mercado, que esperava a criação de 137 mil vagas.
Os dados do mês passado aceleraram frente à leitura de fevereiro, quando a economia norte-americana abriu 117 mil postos de emprego. O número referente ao segundo mês do ano foi revisado de 151 mil para 117 mil.
Além dos dados de emprego, a atenção dos investidores também está voltada para o Federal Reserve. O presidente Jerome Powell tem uma apresentação marcada no Society for Advancing Business Editing and Writing (SABEW) Annual Conference. Ele pode dar algum sinal dos próximos passos da autoridade monetária após a confusão criada pelas medidas protecionistas de Trump.
Até então, as apostas eram de cortes nos juros ainda este ano. Mas autoridades de Fed já adiantaram que o aumento da incerteza e potencial alta da inflação podem exigir uma manutenção mais longa das taxas de juros.
2- China vai impor tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos
A China anunciou uma série de tarifas comerciais adicionais e restrições a produtos dos Estados Unidos como uma contramedida às amplas tarifas impostas ao país pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O Ministério das Finanças da China disse que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril.
Pequim também anunciou controles às exportações enviadas aos EUA de terras raras médias e pesadas, incluindo samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio a partir desta sexta.
“O propósito da implementação pelo governo chinês de controles de exportação de itens relevantes de acordo com a lei é melhor salvaguardar a segurança e os interesses nacionais, e para cumprir obrigações internacionais, como a de não proliferação”, disse o Ministério do Comércio em comunicado.
A pasta anunciou ainda que acrescentou 11 entidades à lista de “não confiáveis”, que permite à China adotar ações punitivas a entidades estrangeiras.
- VEJA MAIS: Copom deixa ‘recado oculto’ para investidores após nova alta da Selic; confira
3- UE diz que acordo comercial com o Mercosul é uma ‘grande oportunidade’ devido às tarifas dos EUA
Fechar um acordo comercial com o bloco Mercosul seria uma “grande oportunidade” para a União Europeia, dadas as incertezas provocadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adotar uma nova rodada de tarifas, disse um porta-voz da UE.
“Vamos investir muito tempo e energia com os Estados-membros para finalizar o acordo”, acrescentou.
Apesar das reservas anteriores, a França realizou na quinta-feira (3) uma reunião com 10 países da UE para discutir um possível acordo comercial com o Mercosul, sinalizando disposição de diversificar as parcerias comerciais.
4 – Os preços do petróleo em queda livre
Os preços do petróleo seguem em queda livre nesta sexta-feira (4) após reagirem às tarifas anunciadas por Donald Trump na quarta-feira (2).
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho, encerraram com recuavam, às 9h40 (horário de Brasília), 6,25%%, a US$ 65,45 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.
No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd).
A reação das petroleiras brasileiras ontem foi desenfreada. Brava Energia (BRAV3) encerrou a sessão com baixa de 7,18%, a R$ 21,06. Na mínima do dia, os papéis caíram 12,03%, a R$ 21,29. Na sequência, Prio (PRIO3) recuou 6,95%, a R$ 36,83; PetroReconcavo (RECV3) caiu 5,54%, a R$ 15,70.
No caso de Petrobras, as ações ordinárias (PETR3) teve desempenho negativo de 3,53%, a R$ 39,38, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operaram com queda de 3,23%, a R$ 36,00.
- E MAIS: Junte-se à comunidade de investidores do Money Times para ter acesso a reportagens, coberturas, relatórios e mais; veja como
5 – Risco de recessão global
O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal fundo de índice (ETF) brasileiro em Nova York, estava em queda no pré-market de hoje.
O índice acompanhava o resto do mercado: as bolsas europeias operam com queda de mais de 4%, avaliando os impactos da tarifa de 20% dos produtos da União Europeia exportados para os Estados Unidos. Já os futuros de Wall Street caem mais de 3%, com destaque para a Nasdaq (-4,16%).
Também pesa o anúncio de que a China vai impor uma série de tarifas comerciais adicionais e restrições a produtos dos EUA. O Ministério das Finanças chinês disse que vai impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril.
O temor dos investidores é de uma crise econômica generalizada. O JPMorgan elevou o risco de uma recessão global de 40% para 60%, após o anúncio das tarifas recíprocas para os produtos impostados pelos EUA, com a política comercial americana se tornando menos favorável às empresas.
*Com informações de Reuters