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Cotações por TradingView
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Ibovespa futuro opera em queda avaliando cena externa negativa

13/08/2019 - 9:42
Mercados futuros apontam para abertura em queda (Imagem: Bloomberg)

Por Investing.com

O índice futuro do Ibovespa começa o dia com queda de 0,48% aos 101.260 pontos, depois de amargar perdas de mais de 2% na véspera. Em meio a um cenário externo ainda negativo, com a Argentina, Hong Kong e Itália no radar, os investidores seguem atentos também aos balanços do segundo trimestre, além da tramitação da reforma da Previdência no Senado Federal.

dólar tem avanço de 0,18% a R$ 3,9927

A chamada MP da Liberdade Econômica está pronta para ser analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados, mas sua votação dependerá do ambiente na Casa, afirmou nesta segunda-feira o relator da proposta, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

Segundo o deputado, que passou o dia em reuniões e discutiu a medida com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, foram retirados do texto temas que poderia suscitar questionamentos sobre sua constitucionalidade e assuntos específicos relacionados a determinados setores, o que poderia criar “debates paralelos” e atrapalhar a discussão da matéria.

Os bancos chineses cederam 1,06 trilhão de iuanes (150,06 bilhões de dólares) em novos empréstimos em julho, abaixo da marca de junho e das expectativas de analistas, de acordo com dados divulgados pelo Banco do Povo da China na segunda-feira.

Analistas esperam que o governo conceda mais afrouxamento monetário para fomentar o crescimento. “Os investidores com os quais conversamos ainda não estão convencidos de que as medidas de afrouxamento anunciadas vão elevar o consumo e os investimentos”, disse a estrategista do UBS China Wendy Liu.

O humor entre os investidores alemães piorou bem mais do que o esperado em agosto, mostrou uma pesquisa nesta terça-feira, e o instituto ZEW culpou as disputas comerciais e chances maiores de um Brexit sem acordo pela piora da perspectiva.

Segundo o ZEW, sua pesquisa mensal mostrou que o sentimento econômico entre os investidores caiu a -44,1, de -24,5 em julho, indo ao menor nível desde dezembro de 2011. Economistas consultados pela Reuters esperavam queda a -28,5.

O índice alemão DAX atingiu a mínima do dia após a publicação da pesquisa. O resultado é um mau presságio para a economia alemã, que o governo espera que vá crescer apenas 0,5% este ano, e muitos economistas esperam ver uma contração no segundo trimestre quando os dados forem divulgados na quarta-feira.

Bolsas internacionais

Em Tóquio, o índice Nikkei perdeu 1,11%, a 20.455 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,10%. Em Xangai, o índice SSEC perdeu 0,63%. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, perdeu 0,90%.

A terça-feira dá sinais de que será mais um dia negativo para os mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX em queda de 1,13% aos 11.574 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE perde 0,51% aos 7.189 pontos. Já em Paris, o CAC cede 0,54% aos 5.281 pontos.

Commodities

A jornada de hoje na bolsa de mercadorias e futuros da cidade chinesa de Dalian foi marcada pela interrupção da sequência de quedas para os contratos futuros do minério de ferro, apesar de um avanço modesto. O contrato com ativo com o maior volume de negócios, para janeiro de 2020, teve ganhos de 0,40% a 627,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação diária de 2,50 iuanes.

A terça-feira foi positiva para os negócios dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato mais líquido, com vencimento em outubro do atual calendário, somou 77 iuanes para um total de 3.677 iuanes por tonelada. Já o de janeiro de 2020, segundo mais negociado, ganhou 35 iuanes para 3.440 iuanes por tonelada.

Por outro lado, o dia é negativo para os contratos futuros do petróleo. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, perde 0,17%, ou US$ 0,10, a US$ 58,47. Já em Nova York, o WTI recua 0,31%, ou US$ 0,17, a US$ 54,76.

Mercado Corporativo

Magazine Luiza (MGLU3)

A varejista registrou no segundo trimestre do ano um lucro líquido de R$ 386,6 milhões, apresentando um salto de 174,7% na comparação com os R$ 140,7 milhões do mesmo período do ano passado. Assim, em seis meses, o resultado avançou 80%, indo de R$ 288,2 milhões para R$ 518,7 milhões.

Entre abrir e junho, a receita líquida do Magalu foi de R$ 4,308 bilhões, um crescimento de 16,6% ante os R$ 3,696 bilhões de um ano atrás. No semestre, as entradas líquidas somaram 18,2%, indo de R$ 7,309 bilhões para R$ 8,637 bilhões.

Desta forma, o Ebitda da companha foi de R$ 379,9 milhões, um avanço de 21,6%, ante os R$ 312,4 milhões do mesmo período de 2018, com a margem variando de 8,5% para 8,8% em um ano.

 Eletrobras (ELET3)

A estatal registrou no segundo trimestre do ano um lucro líquido de R$ 5,561 bilhões, contra os R$ 1,372 bilhão de um ano atrás, o que representa um avanço de 305% na base de comparação. Já nos seis primeiros meses do ano, o resultado acumulado é de R$ 6,908 bilhões, alta de 272% ante os R$ 1,856 bilhão dos seis primeiros meses de 2018.

A receita operacional líquida da estatal foi de R$ 6,570 bilhões entre abril e junho deste ano, um crescimento de 11% na base anual, contra os R$ 5,901 bilhões de um ano atrás. Já no primeiro semestre, o resultado avançou 8%, indo de R$ 11,980 bilhões para R$ 12,926 bilhões.

Com isso, o Ebitda recorrente do período foi de R$ 3,113 bilhões, alta de 7,8% ante os R$ 2,888 bilhões do mesmo período do ano passado. Mas, no semestre, houve queda de 2%, indo de R$ 6,140 bilhões para R$ 6,034 bilhões.

Bando Inter

No segundo trimestre do ano, o banco digital acumulou um lucro líquido de R$ 32,9 milhões, o que representa um crescimento de 90,9% em relação aos R$ 17,3 milhões de um ano atrás e de 172,6% em relação aos R$ 12,1 milhões apurados nos três primeiros meses de 2019.

As receitas com serviços entre abril e junho foi de R$ 44,2 milhões, um avanço de 111,4% ante os R$ 20,9 milhões de um ano atrás. Já na abertura de 2019, o resultado foi de R$ 38,5 milhões, fazendo com que o trimestre tenha registrado alta de 14,65%.

Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) do Inter no segundo trimestre foi de 13,7%, um crescimento de 3,2 pontos percentuais ante os 10,6% de um ano atrás e de 8,6 p.p. na comparação com os 5,1% dos três primeiros meses do ano.

O banco encerrou junho comum total de 2.541.368 contas digitais ativas, salto de 242,7% em um ano e de 31,3% em três meses.

Estácio 

A empresa de educação Estácio teve lucro menor no segundo trimestre, diante de efeitos fiscais não recorrentes e da concessão de maiores descontos após o Fies ter sido reduzido.

A companhia anunciou nesta segunda-feira que seu lucro líquido do período somou 201,8 milhões no segundo trimestre na base pro-forma, o que representa uma queda de 14,8% em relação a igual período de 2018.

Segundo a Estácio (YDUQ3), no mesmo trimestre do ano passado o lucro foi afetado positivamente por reversão de IR e contribuição social referente ao benefício do POEB. Sem esses efeitos, o lucro naquele período teria sido de 179,9 milhões. Nessa comparação, o lucro líquido este trimestre teria apresentado subido 12%.

Considerando ajustes contábeis pelo critério IFRS 16, o lucro da companhia no período somou 194,8 milhões de reais.

Hermes Pardini (PARD3)

A rede de laboratórios registrou no segundo trimestre do ano um lucro líquido de R$ 41,7 milhões, contra os R$ 33,2 milhões de um ano atrás, o que representa um avanço de 25,7% na base de comparação. Já nos seis primeiros meses do ano, o resultado acumulado é de R$ 708 milhões, alta de 12,7%% ante os R$ 62,8 milhões dos seis primeiros meses de 2018.

A receita líquida da companhia foi R$ 343,7 milhões entre abril e junho deste ano, um avanço de 14,1% ante os R$ 301,1 milhões de um ano antes. Nos seis primeiros meses do ano, o resultado avançou 14,5%, indo de R$ 593,1 milhões para R$ 679,3 milhões.

Com isso, o Ebitda ajustado do período foi de R$ 70 milhões, alta de 18,4% ante os R$ 59,1 milhões do mesmo período do ano passado. Desta forma, a margem ajustada foi de 19,6% para 20,4%, variação de 74 pontos base.

 Cosan 

A empresa de infraestrutura e energia Cosan informou nesta segunda-feira que registrou lucro líquido de 418,3 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 64,3 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 1,18 bilhão de reais, alta de 14,1% no comparativo anual.

A Cosan informou ainda que a moagem de cana da Raízen Energia, joint venture da empresa com a Shell, ficará entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas na temporada 2019/20, estável ante previsão anterior.

Segundo a Cosan, chuvas atrasaram o início das operações da companhia na safra 2019/20, e a moagem no período totalizou 21 milhões de toneladas (-7%). Já a produtividade média do canavial foi de 9,4 kg ATR/ha (-2%), pela maior diluição de sacarose na cana.

Rumo 

A empresa de infraestrutura integrada Rumo passou de prejuízo para lucro no segundo trimestre, período marcado por altos e baixos operacionais, com a linha financeira garantindo a melhora do balanço.

A companhia, que tem o grupo Cosan (CSAN3) como principal acionista, anunciou nesta segunda-feira lucro líquido de 185 milhões de reais de abril a junho, após ter tido prejuízo de 38 milhões de reais em igual período de 2018.

Já o resultado operacional da Rumo (RAIL3) foi bem mais fraco, atingindo 924 milhões de reais, alta de 1,9% ano a ano, pelo critério do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês). A margem Ebitda caiu 1 ponto percentual, para 53,5%.

O volume transportado pela estrutura ferroviária foi de 14,4 bilhões de toneladas equivalentes (TKU), 7,1% maior. Por um lado, o movimento foi beneficiado pela antecipação da safra de milho. Por outro, o atraso nos embarques de soja causado pela queda no preço do produto no mercado internacional.

São Martinho

A São Martinho reportou nesta segunda-feira um lucro líquido de 91,5 milhões de reais no primeiro trimestre da safra 2019/20, um recuo de 12% em relação a igual período da temporada passada.

O lucro ajustado antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda ajustado) somou 348,4 milhões de reais no trimestre, uma retração de 13% ante os primeiros três meses da safra 2018/19

A empresa do setor sucroalcooleiro processou 9 milhões de toneladas de cana no período, queda de 4,9% na comparação anual, após um início de safra mais chuvoso neste ano.

A São Martinho (SMTO3) disse ainda que, após a colheita total das áreas afetadas por geadas em julho, não vê impactos à moagem inicialmente prevista para o ano.

 Cemig 

A elétrica mineira Cemig realizou uma redução de 25% em seus cargos de superintendência e gerência, no que classificou como a maior reestruturação de sua história, informou a empresa em comunicado nesta segunda-feira.

Realizado com o apoio de uma consultoria internacional, a reestruturação, que eliminou diversos níveis hierárquicos, visa aumentar a competitividade da companhia e proporcionar maior fluidez nos processos de decisão e interação entre áreas, segundo nota da Cemig.

No mesmo comunicado, a elétrica também afirmou que seu Conselho de Administração aprovou um aumento no plano de investimentos da subsidiária Cemig Distribuição, conhecida como Cemig D, com a execução adicional de 1,2 bilhão de reais entre 2020 e 2022.

De acordo com a Cemig (CMIG4), o objetivo do plano é “acelerar a modernização da base de ativos desta empresa, reduzir custos de operação e manutenção, melhorar indicadores de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes”.

Mineração

A Agência Nacional de Mineração (ANM) postergou o prazo para a eliminação completa de barragens de rejeitos de mineração construídas com o mesmo método das estruturas que se romperam no país desde 2015, segundo publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira, causando algumas críticas de especialistas.

Embora o uso de tais barragens ainda possa ocorrer, novos alteamentos de barragens pelo método conhecido como a montante foram proibidos após o desastre em unidade da Vale (VALE3) em Brumadinho (MG), que deixou mais de 240 mortos e um rastro de destruição.

Na ocasião, a agência também determinou que tais estruturas a montante —quando as paredes da barragem são construídas sobre uma base de resíduos, em vez de em material externo ou em terra firme— fossem desativadas até 2021 e totalmente fechadas até 2023.

Belo Monte

Um linhão de transmissão que levará do Norte ao Sudeste a energia da hidrelétrica de Belo Monte foi alvo de atos de vandalismo, que derrubaram torres da estrutura.

Mas o incidente não impactará o cronograma do empreendimento, que está em fase de testes, disse à Reuters a chinesa State Grid, responsável pelo projeto.

Com mais de 2,5 mil quilômetros de extensão, a linha teve um total de cinco torres derrubadas entre quinta e sexta-feira na região de Paracatu, em Minas Gerais, mas equipes de manutenção já foram acionadas, assim como as autoridades locais, chamadas para investigar o ocorrido, segundo a State Grid.

O incidente acontece em momento crucial para o empreendimento, orçado em 8,77 bilhões de reais, que já recebeu licença ambiental de operação e está finalizando testes para entrada em operação comercial.

Petrobras 

A Petrobras (PETR4) realizou nesta segunda-feira o pré-pagamento de dívida de 2,7 bilhões de reais com o fundo de pensão de seus funcionários Petros, cujo vencimento estava previsto para 2028, informou a companhia em comunicado ao mercado.

A dívida é resultado de Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR) que fora celebrado com a Petros e diversas entidades sindicais em 2006 visando uma solução para o reequilíbrio dos planos, ajuste de seus regulamentos e encerramento de litígios judiciais existentes.

A empresa detalhou que o termo de compromisso para o pagamento da dívida visava cobrir déficits gerados pela introdução do Fator de Reajuste Inicial (FAT) e Fator de Correção (FC) em 1984, período hiperinflacionário, no regulamento para proteção de benefício dos assistidos.

“O pré-pagamento contribui para a melhora da liquidez dos planos e está em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, reduzindo as despesas com juros”, disse a empresa no comunicado.

Agenda de autoridades

 Jair Bolsonaro

O presidente participa nesta manhã da cerimônia de hasteamento da bandeira nacional, antes de ter início a 18ª reunião do Conselho de Governo. Em seguida, recebe Hamilton Mourão, Vice-Presidente da República.

Na parte da tarde, se reúne com Jorge Antonio de Oliveira Francisco, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, recebendo, em seguida, Sérgio Moro, Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. Bolsonaro ainda se encontra com Marcos Pontes, Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação.

No final do dia, participa da solenidade de Condecoração de Comendas da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho.

Paulo Guedes

O ministro da Economia participa do hasteamento da bandeira e da 18ª reunião do Conselho de Governo junto com o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, tem reuniões com:

– Presidente do Banco Central, Roberto Campos;

– Governança com os presidentes do BNDES e da CAIXA;

– Secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar.

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Última atualização por Rafael Borges - 13/08/2019 - 9:43