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Ibovespa futuro abre a sexta-feira sem definição de rumo

Investing.com Brasil - 07/12/2018 - 9:25

Por Investing.com – O índice futuro do Ibovespa inicia a sessão desta sexta-feira sem a definição de rumo, com valorização de 0,12%, aos 88.880 pontos, em dia que é marcado pela expectativa dos investidores pelos números do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Além disso, o mercado segue apreensivo com a possível retomada da tensão comercial com a China.

O principal destaque da agenda econômica nesta sexta-feira é a divulgação dos números oficiais do mercado de trabalho americano. A expectativa do mercado é que tenham sido gerados, em novembro, 200 mil novos postos de trabalho, contra 250 mil de outubro. Com isso, a taxa de desemprego deve ser mantida no patamar de 3,7%.

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 1,14 por cento em novembro, ante elevação de 0,26 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta sexta-feira.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de novembro apresentou variação de -0,21%, enquanto em outubro a taxa foi de 0,45%. Este resultado foi o menor desde junho de 2017, quando o IPCA ficou em -0,23%. Para um mês de novembro, foi a menor taxa desde a implantação do Plano Real, em 1994.

O acumulado no ano ficou em 3,59%, acima dos 2,50% registrados em igual período de 2017. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 4,05%, abaixo dos 4,56% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2017, a taxa atingiu 0,28%.

Bolsas Internacionais

Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,82 por cento, a 21.678 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,35 por cento, a 26.063 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,03 por cento, a 2.605 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, fechou estável, a 3.181 pontos.

Já na Europa, a sessão se mostra positiva para as principais praças do continente. Em Frankfurt, o DAX tem ganhos de 1,02% aos 10.920 pontos, enquanto que em Londres o FTSE soma 1,55% aos 6.807 pontos. Já em Paris, o CAC tem valorização de 1,52% aos 4.853 pontos.

Commodities

Após encerrar a sessão de quinta-feira em desvalorização, os contratos futuros do minério de ferro registraram ganhos nesta sexta-feira a bolsa de mercadorias de Dalian, na China. O ativo de maior liquidez, com vencimento no mês de maio de 2019, somou 0,64%, encerrando assim o dia negociado a 475,00 iuanes por tonelada, representando ganho de 3,00 iuanes.

Por outro lado, o dia foi negativo para os papéis do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai. O contrato com maior volume de negócios, pra maio do ano que vem, teve perdas de 15 iuanes, indo para um total de 3.397 iuanes por tonelada. Já o segundo mais negociado, para janeiro, caiu 22 iuanes para 3.732 iuanes por tonelada.

A jornada também se monstra negativa para os preços do petróleo nos mercados internacionais. Em Nova York, o WTI tem perdas de 0,99%, ou US$ 0,51, a US$ 50,98, enquanto que em Londres o Brent cai 0,70%, ou US$ 0,42, a US$ 59,64 pontos.

Mercado Corporativo

O economista Roberto Castello Branco, integrante da equipe de transição do governo eleito de Jair Bolsonaro e futuro presidente da Petrobras (SA:SA:PETR4), tem utilizado um gabinete na petroleira estatal e revisou o plano de negócios antes da aprovação do programa pelo conselho da companhia, disseram quatro fontes próximas ao tema nesta quinta-feira.

Neste gabinete, de acordo com as fontes que falaram na condição de anonimato, o economista estaria já tendo acesso a informações da petroleira, conversando com funcionários e estudando planos futuros para a empresa, como uma possível venda do controle da empresa de combustíveis BR Distribuidora (SA:BRDT3).

Uma primeira fonte afirmou que os movimentos de Castello Branco, sem ainda ter passado por todos os níveis de aprovação para ocupar uma função na diretoria, demonstram “sinal de desrespeito à governança”.

O juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu uma liminar, na quarta-feira (5), que ordena a suspensão do acordo entre as fabricantes de aviões Embraer (SA:EMBR3) e Boeing. A liminar é fruto de uma ação popular apresentada pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Carlos Zaratini (PT-SP).

As duas empresas celebraram em julho um acordo de intenção que visa a criação de uma terceira empresa na área de aviação comercial, avaliada em US$ 4,75 bilhões. Nos termos do acordo, a Boeing ficaria com 80% de participação da nova empresa e a Embraer 20%.

A liminar proíbe qualquer efeito concreto da decisão da Embraer de transferir sua parte comercial à outra empresa. O juiz tomou a decisão devido à proximidade do recesso da Justiça e a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), evitando, assim, que atos concretos impossíveis de serem revertidos sejam tomados.

A MRV (SA:MRVE3) não espera uma ruptura do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas já vem se empenhando para diversificar negócios e desenvolver ferramentas para fomentar o mercado imobiliário, antecipando-se a mudanças significativas no comportamento do consumidor.

“A chance de ruptura é muito pequena e somos a empresa mais protegida do mercado caso haja mudanças”, afirmou nesta quinta-feira o copresidente da maior construtora habitacional da América Latina, Rafael Menin.

Os comentários foram feitos em encontro com investidores e analistas no empreendimento Gran Reserva Paulista, o maior já lançado pela MRV, com 7.300 apartamentos e Valor Geral de Vendas (VGV) de quase 2 bilhões de reais.

E o projeto terá continuidade depois que a construtora fechou recentemente contrato para lançar mais 11 mil unidades em localização próxima. “Fechamos uma área para dar continuidade ao empreendimento”, contou o também copresidente da empresa, Eduardo Fischer, destacando o estágio avançado do licenciamento.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse que a instituição tem condição de superar em 2019, o volume de desembolsos de R$ 70 bilhões previsto para este ano, mas aposta no crescimento do mercado privado no financiamento de investimentos. De acordo com ele, o mercado de capitais está se desenvolvendo muito rapidamente, há recursos significativos disponíveis atualmente e com a retomada do nível da economia isso deve se intensificar.

“Eu não gostaria de traçar aqui uma linha [de quanto o BNDES pode liberar no ano que vem], porque as discussões estão em andamento, mas o ponto principal é que não vejo risco de insuficiência de recursos para financiar investimentos”, disse após participar do lançamento da chamada para participação de empreendedores no programa de desenvolvimento de 60 startups e do edital para selecionar o gestor do centro de inovação, que vai implementar a segunda fase do projeto BNDES Garagem.

A contratação de crédito rural do Plano Safra somou 75,36 bilhões de reais nos cinco primeiros meses da temporada 2018/19, um alta de 19 por cento ante igual período do ciclo passado, com as linhas de investimento tendo forte demanda, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.

De acordo com a pasta, os empréstimos para investimento tiveram aumento de 37 por cento na comparação anual, totalizando 15,5 bilhões de reais.

“A maior procura pelos recursos utilizados para investimento concentra-se na aquisição de máquinas, implementos, armazenagem e infraestrutura das propriedades em geral”, disse o ministério em comunicado.

Nesta quinta-feira, a associação das montadoras no Brasil (Anfavea) relatou aumento de 27,5 por cento nas vendas de máquinas agrícolas em novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Agenda de Autoridades

Nesta sexta-feira, a agenda disponibilizada pelo site do Palácio do Planalto mostra que o presidente Michel Temer tem como único compromisso público oficial a participação na solenidade de Inauguração da Galeria de Retratos dos Secretários de Estado da Segurança Pública de São Paulo.

Já o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, está em São Paulo, onde participa do evento promovido pela B3 sobre as perspectivas da economia para 2019 e a transição de governo.

Com Reuters.

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