Ibovespa supera os 130 mil pontos e fecha no maior nível em cinco meses com ajuda de China; dólar cai a R$ 5,68

O Ibovespa (IBOV) iniciou a semana marcada por decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil em tom positivo. O índice contou, mais uma vez, com a ajuda da China, que anunciou um plano de estímulos econômicos.
Nesta segunda-feira (17), o principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos — no maior nível desde outubro de 2024.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6864, com queda de 0,99% — no menor patamar desde 7 de novembro do ano passado.
Altas e quedas no Ibovespa
Entre os ativos negociados no Ibovespa, os pesos-pesados definiram, mais uma vez, o ritmo do pregão. As ações da Petrobras (PETR4;PETR3) e da Vale (VALE3) avançaram mais de 1% ancoradas na expectativa de maior demanda de commodities pela China.
No fim de semana, a segunda maior economia do mundo anunciou um plano de iniciativas para aumentar o consumo interno. Entre as medidas prometidas estão um ajuste no salário mínimo e estabilidade do mercado de ações.
Na ponta positiva do principal índice da bolsa brasileira, Vamos (VAMO3) liderou os ganhos com salto de mais de 8% em um movimento de recuperação das perdas recentes. Mesmo com a forte alta de hoje, os papéis ainda acumulam baixa de quase 12% no ano.
Magazine Luiza (MGLU3) também figurou entre as maiores altas do Ibovespa ainda em reação ao balanço do quarto trimestre de 2024 (4T24). Na semana passada, a varejista reportou lucro líquido ajustado de R$ 139 milhões no período de outubro a dezembro. O número representa um avanço de 37% na comparação anual.
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Já a ponta negativa foi dominada por SLC Agrícola (SLCE3)., que foi pressionada pelo anúncio de aquisição de terras por R$ 913 milhões. Na avaliação do BTG Pactual, porém, a compra é uma oportunidade de reequilibrar a participação de terras em meio ao cenário de estagnação de preços e das commodities.
Natura&Co (NTCO3) seguiu pressionada pelos resultados do 4T24. O JP Morgan rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.
Os frigoríficos também foram destaques negativos com a confirmação de uma nova cepa de gripe aviária nos Estados Unidos.
Exterior
Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York tiveram mais um dia de alta e estenderam o movimento de recuperação das perdas recentes com dados mais fracos do que o esperado, declarações de autoridade e expectativa pela decisão sobre os juros.
As vendas no varejo aumentaram 0,2% em fevereiro, após uma queda revisada de 1,2% em janeiro, segundo dados do Departamento de Comércio do país.
Os economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que são em sua maioria mercadorias e não são ajustadas pela inflação, avançariam 0,6%, depois de uma queda de 0,9% em janeiro.
Os investidores repercutiram falas do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. Em entrevista à NBC no domingo (16), ele disse que não há “garantias” de que não haverá recessão nos Estados Unidos, embora possa haver um ajuste. “Vamos ter uma transição, e não vamos ter uma crise”, disse Bessent.
O mercado operou também na expectativa pela decisão sobre os juros do Federal Reserve (Fed). O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) se reúne na próxima semana e a expectativa é de que o Banco Central norte-americano mantenha as taxas no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano.
Confira o fechamento dos índices de Nova York:
- Dow Jones: +0,85%, aos 41.841,63 pontos;
- S&P 500: +0,65%, aos 5.675,12 pontos;
- Nasdaq: +0,31%, aos 17.808,67 pontos.