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Ibovespa futuro abre em leve alta com Previdência e exterior no radar

Investing.com Brasil - 12/07/2019 - 9:23
Índice futuro do Ibovespa começa a sessão de hoje com alta de 0,32%, aos 105.980 pontos

Por Investing.com 

Após encerrar a quinta-feira com perdas como realização de lucros após as seguidas altas antes da aprovação da reforma da Previdência, o índice futuro do Ibovespa começa a sessão de hoje com alta de 0,32% aos 105.980 pontos. O cenário reflete a preocupação do mercado com a desidratação do texto aprovado pelos deputados na quarta-feira, além da possibilidade de atraso do segundo turno. O exterior também dá sinais de cautela para os investidores.

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira mudanças no texto-base da reforma da Previdência, reduzindo o tempo de contribuição para homens na aposentadoria por idade e estabelecendo regras de transição para policiais e cálculo mais benéfico para mulheres.

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As mudanças foram aprovadas na fase de análise de destaques, após a votação do texto-base na quarta-feira. Foram analisados 11 destaques, dos quais cinco não chegaram a ser votados porque foram considerados prejudicados após a aprovação anterior de texto alternativo e três foram rejeitados, segundo a Agência Câmara.

As exportações da China caíram em junho, quando os Estados Unidos aumentaram a pressão comercial, enquanto as importações encolheram mais do que o esperado, apontando dificuldades adicionais na segunda maior economia do mundo.

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Enquanto isso, as preocupações com as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China ressurgiram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na quinta-feira no Twitter que a China não estava cumprindo as promessas feitas na compra de produtos agrícolas de produtores norte-americanos.

Bolsas Internacionais

Em TÓQUIO, o índice Nikkei avança 0,20%, Em HONG KONG, o índice HANG SENG sobe 0,14%. Em XANGAI, o índice SSEC ganha 0,44% O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avança 0,62%, a 3.808 pontos.

A sexta-feira se mostra psotiva para os mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX registra ganhos 0,07% aos 12.341 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE soma 0,23% aos 7.527 pontos. Já em Paris, o CAC avança 0,54% aos 5.582pontos.

Commodities

A jornada desta sexta-feira na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian foi marcada para estabilidade dos preços dos contratos futuros do mineiro de ferro. O contrato de maior volume de negócios, com vencimento em setembro do atual calendário, ficou inalterado, chegando ao final do dia a 873,0 iuanes para cada tonelada.

Já para os papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai, a sexta-feira foi marcada por queda dos preços. O ativo mais negociado, com entrega para outubro deste ano, as perdas foram de 39 iuanes para um total de 3.965 iuanes para cada tonelada do produto. Já o segundo mais líquido, para janeiro de 2020, caiu 22 iuanes para 3.724 iuanes para cada tonelada.

A jornada se mostra positiva para os contratos futuros do petróleo nas principais praças de negociação. Em Nova York, o barril do tipo WTI soma 0,18%, ou US$ 0,11 a US$ 60,31. Já em Londres, o Brent ganha 0,35%, ou US$ 0,23, a US$ 66,75.

Mercado Corporativo

A elétrica Light (LIGT3) precificou suas ações a 18,75 reais por ação para as ofertas primária e secundária, disseram duas fontes com conhecimento do assunto. A Light procura levantar capital através da oferta de ações para reduzir sua dívida, enquanto sua controladora, a elétrica mineira Cemig, (CMIG4) pretende vender uma parcela da companhia.

Mais cedo neste mês, a Reuters noticiou que a Light estava preparando sua oferta de ações.

Gás Natural

A YPFB, empresa estatal de energia da Bolívia, selou um acordo para fornecer gás às unidades da gigante russa de fertilizantes Acron no Brasil, disseram as duas partes nesta quinta-feira, abrindo um novo mercado potencialmente importante para o país sul-americano.

A estatal boliviana acertou a venda de 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia para a empresa russa por um período de 20 anos, válido a partir de 2023.

O governo também acertou com a Acron o estabelecimento de uma empresa para a venda de ureia no Brasil. A Acron é uma das maiores fabricantes de fertilizantes do mundo e fornece ureia a agricultores brasileiros.

As produtoras de alimentos BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) encerraram negociações para uma possível fusão de cerca de 30 bilhões de reais que criaria um dos maiores grupos de carnes do mundo, pouco mais de um mês após o início das conversas.

Em fatos relevantes separados, as companhias explicaram que a decisão aconteceu porque “não houve acordo quanto à governança da companhia combinada” caso a transação acontecesse. O negócio poderia unir a maior exportadora de frango (BRF) e a segunda maior produtora de carne bovina do mundo (Marfrig).

Quando anunciaram o início das conversas, em 30 de maio, as empresas haviam definido prazo de 90 dias para discussões, com possível extensão de outros 30 dias. A composição acionária poderia deixar acionistas da BRF com 84,98% da nova empresa, enquanto os 15,02% restantes seriam da Marfrig.

A Petrobras (PETR4) vai desocupar um importante prédio em Macaé, conhecido como Edifício Novo Cavaleiros (Edinc), até dezembro de 2020, confirmou a petroleira em nota, após notícia publicada pelo Sindicato de Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que representa funcionários da Bacia de Campos.

O coordenador-geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, disse à Reuters que o prédio tem cerca de 1.700 petroleiros, dentre próprios e terceirizados, que trabalham no prédio alugado e atendem administrativamente a diversas áreas das operações da Petrobras na região.

Um juiz do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu liminar que permite que credores da Odebrecht tomem posse das ações da petroquímica Braskem (BRKM5) oferecidas como garantia para empréstimos que fizeram ao conglomerado, de acordo com decisão vista pela Reuters.

A liminar, concedida na véspera em ação movida pelo Itaú Unibanco (ITUB4), anula uma decisão que proibia qualquer venda ou posse de ações da Braskem pelos bancos. A Odebrecht entrou com pedido de recuperação judicial em junho, com o objetivo de reestruturar 51 bilhões de reais.

“As ações oferecidas em garantia não pertencem às recuperandas (grupo Odebrecht), por se tratar de alienação fiduciária, tanto que o banco agravante (Itaú Unibanco) era quem recebia os dividendos pagos aos acionistas”, afirmou o juiz Alexandre Lazzarini, da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do tribunal.

O Banco do Brasil (BBAS3) também encaminhou um pedido semelhante ao feito pelo Itaú Unibanco.

A Odebrecht tem 38,3 por cento de participação na Braskem e 50,1 por cento das ações com direito a voto. O grupo afirmou no pedido de recuperação judicial que a manutenção do controle sobre a Braskem é essencial para sua reestruturação, uma vez que a petroquímica foi sua principal fonte de receita em 2018.

Agenda de Autoridades

O presidente Jair Bolsonaro começa a sexta-feira se encontrando com o deputado Estadual Rodrigo Moraes (DEM/SP), participando em seguida de reunião com Jorge Antonio de Oliveira Francisco, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; e Victor Hugo Palmeiro de Azevedo Neto, Presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP).

Ainda pela manhã, se encontra também com José Braz Cotrim; Ana Lígia Becker Cotrim; Felipe Becker Cotrim; Leonardo Becker Cotrim; Victoria Becker Cotrim; e Maria Aparecida Bucchianeri Becker. O último compromisso do dia é uma entrevista ao jornalista Guido Nejamkis, ainda na parte da manhã.

A sexta-feira do ministro da Economia, Paulo Guedes, começa com audiência com os presidentes da GM Américas, Barry Engle, e da GM para América do Sul, Carlos Zarlenga. Além disso, tem audiências com Petrônio Cançado, indicado para diretoria do BNDES; com Henrique Braun, presidente da Coca-Cola Brasil; com Aloisio Araújo, diretor da Fundação Getúlio Vargas; com Pedro Guimarães, presidente da CAIXA; e com Marcelo Barbosa, presidente da CVM.

Com Reuters.

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Última atualização por Rafael Borges - 12/07/2019 - 9:47