Ibovespa cai com temor de recessão nos EUA e tarifas de Trump, mas fecha março com alta de mais de 6%

O Ibovespa (IBOV) teve mais um dia de pressão externa com a expectativa pelo anúncio do tarifaço dos Estados Unidos durante a semana.
Nesta segunda-feira (31), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 130.259,54 pontos, com queda de 1,25%. No mês, o Ibovespa avançou 6,80%.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,7053, com recuo de 0,98%. Em março, a divisa caiu mais de 3% ante o real.
Altas e quedas no Ibovespa
Na ponta positiva do Ibovespa, GPA (PCAR3) liderou os ganhos da sessão com disparada de mais de 13% das ações durante o pregão.
O mercado repercutiu a possível a destituição do conselho da companhia, motivada pelo empresário Nelson Tanure.
O Saint German, fundo de investimento controlado por Tanure e acionista minoritário da varejista, solicitou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para promover trocas no alto escalão. O Pão de Açúcar informou em fato relevante que irá convocar a AGE dentro do prazo legal.
Já a ponta negativa foi dominada mais uma vez por Vamos (VAMO3) e CVC (CVCB3) em movimento de realização dos ganhos recentes.
Entre os pesos-pesados do Ibovespa, Petrobras (PETR4;PETR3) e Vale (VALE3) fecharam em queda.
Exterior
Nos Estados Unidos, os investidores operaram em compasso de espera pelas tarifas recíprocas, que devem ser anunciadas na próxima quarta-feira (2).
Ontem (30), o presidente Donald Trump afirmou que o plano tarifário incluirá “todos os países”.
Durante a sessão, os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram o menor nível em seis meses.
Confira o fechamento dos índices de Nova York:
- Dow Jones: +1,00%, aos 42.001,76 pontos;
- S&P 500: +0,55%, aos 5.611,85 pontos;
- Nasdaq: -0,14%, aos 17.299,29 pontos.