Mercados

Ibovespa despenca mais de 2% com IPCA acima do esperado, conflito no Irã e disparada do petróleo; dólar sobe a R$ 5,24

12 mar 2026, 17:21 - atualizado em 12 mar 2026, 17:41
Queda Ibovespa
(Imagem: iStock/Lemon_tm)

O Ibovespa (IBOV) perdeu 4,7 mil pontos em uma sessão marcada pela aversão a risco no exterior, com escalada das tensões no Oriente Médio e barril do petróleo Brent acima de US$ 100.

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Nesta quinta-feira (12), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,55%, aos 179.284,49 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2423, com alta de 1,61%.

As atenções continuaram concentradas no exterior. Por aqui, os investidores reagiram, ainda que em segundo plano, a dados domésticos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,70%  em fevereiro, após alta de 0,33% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses até fevereiro, o IPCA teve alta de 3,81%. Os resultados vieram acima do esperado.

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O holofote, porém, foi o anúncio de medidas para conter os preços dos combustíveis. O governo zerou a cobrança dos impostos PIS/Cofins sobre diesel para importação e comercialização e anunciou a subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) condicionada à comprovação de repasse ao consumidor.

Em contrapartida, Palácio do Planalto anunciou um imposto de 12% sobre exportação de petróleo.

A subvenção e zeragem dos impostos representam uma redução de R$ 0,64 no preço do litro de diesel nas refinarias. Já o impacto da renúncia do PIS/Cofins e da subvenção é de R$ 30 bilhões nos cofres públicos, de acordo com os cálculos do Ministério da Fazenda.

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas seis ações encerram o pregão em alta no Ibovespa: SLC Agrícola (SLCE3), MBRF (MBRF3), Braskem (BRKM5), Petrobras ON (PETR3), Petrobras PN (PETR4), Caixa Seguridade (CXSE3) e Prio (PRIO3).

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Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, acompanharam a disparada do petróleo. Os investidores também calibraram os possíveis impactos do pacote de medidas anunciado pelo governo. PETR3 fechou com avanço de 1,45, a R$ 49,65; PETR4 terminou o dia com ganho de 0,45%, a R$ 45,00.

Nas contas da Ativa Investimentos, o pacote do governo pode criar um “colchão fiscal” que permitirá à estatal aproximar o preço do diesel da paridade de importação (PPI) sem repasse perceptível ao consumidor.

Segundo a casa, um eventual reajuste de R$ 0,30 por litro no diesel, abaixo dos R$ 0,64 por litro que estariam “liberados” pelo conjunto de medidas, poderia mais do que compensar o impacto da recriação do imposto de exportação sobre petróleo, que também está entre as medidas anunciadas.

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Yduqs (YDUQ3)com queda de 15%, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25). 

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Exterior 

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com temor de novos impactos inflacionários, resultantes do conflito no Irã e disparada do petróleo.

Com a escalada das tensões, o mercado voltou a considerar dezembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Perto do fechamento, a probabilidade de corte na última reunião de política monetária era de 55,2%, de acordo com a ferramenta do CME Group.

Pela manhã, os traders precificavam 57,2% de chance de corte em setembro. Na véspera, a aposta majoritária para o início do afrouxamento monetário era o mês de julho.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,56%, aos 46.677,85 pontos;
  • S&P 500: -1,52%, aos 6.672,62 pontos; 
  • Nasdaq: -1,78%, aos 22.311,97 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street tomba mais de 1% após Irã manter Estreito de Ormuz fechado

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,61%, aos 598,86 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,04%, aos 55.425,96pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,70%, aos 25.716,76 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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