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IA, ETFs e mais: As seis principais teses do mundo das criptomoedas para 2026, segundo o Mercado Bitcoin

01 jan 2026, 11:48 - atualizado em 01 jan 2026, 9:21
criptomoedas nova altseason potencial de multiplicar investimentos 300 vezes
(Imagem: Canva Pro)

O novo ano se inicia e os investidores começam a olhar mais para o futuro do que para o passado. E o Mercado Bitcoin (MB), uma das maiores plataformas de ativos digitais da América Latina, apontou seis teses do mundo das criptomoedas para 2026. No Relatório “Tendências 2026: 6 teses do mercado cripto para você organizar seus investimentos”, o MB inclui o avanço do bitcoin (BTC), a expansão das stablecoins, o crescimento dos ETFs de altcoins (criptomoedas alternativas) e o aumento do volume de ativos tokenizados como os principais temas para o novo ano. 

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Para Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do MB, 2026 deve consolidar um novo estágio do setor. “Vemos uma adoção institucional mais madura, tecnologias que destravam novos fluxos de capital e produtos que conectam o mercado cripto de forma mais direta ao sistema financeiro tradicional. O resultado é um ecossistema maior, mais eficiente e com impacto cada vez mais mensurável no sistema financeiro global”, afirma. 

Veja a seguir as tendências mapeadas pela plataforma que devem orientar o segmento em 2026: 

1) O bitcoin (BTC) alcançará ao menos 14% do mercado do ouro 

O bitcoin vem se consolidando como uma alternativa moderna de reserva de valor e ganha espaço justamente onde o ouro encontra limitações. 

Enquanto o metal depende de transporte, custódia e toda a estrutura física que o acompanha, o bitcoin é nativo digital, acessível e extremamente ágil. Pode ser enviado a qualquer momento, sem fronteiras, e armazenado pelo próprio investidor. 

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Essa combinação de eficiência e simplicidade ajuda a impulsionar a participação da criptomoeda em um mercado historicamente dominado pelo ouro. 

Diante disso, o MB estima que o bitcoin alcance ao menos 14% da capitalização do ouro até 2026, mais que o dobro da fatia atual, em torno de 6%. 

2) Mercado de stablecoins alcançará meio trilhão de dólares 

Conhecidas por conectar o dinheiro tradicional ao universo cripto, as stablecoins ampliaram seus usos, atuando como meio de pagamento e permitindo a transferência de recursos em segundos entre pessoas e empresas em diversos países. 

Esse movimento fez com que, entre 2024 e 2025, o mercado de stablecoins deixasse de depender dos ciclos do cripto e passasse a crescer por força própria, tanto que o volume total do ativo transacionado por investidores triplicou no último ano, segundo o MB. 

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A tendência apontada pelo relatório da plataforma segue na mesma direção, estimando que a categoria chegue a cerca de US$ 500 bilhões em 2026, um crescimento de mais de 60% em relação aos níveis atuais, favorecida pela regulação nos EUA, pela ampliação dos casos de uso e pela adoção global. 

3) ETFs de altcoins atrairão mais de US$10 bilhões 

A partir do fim de 2025, os Estados Unidos passaram a aprovar ETFs de criptoativos além de bitcoin e ethereum (ETH), depois que a Comissão de Valores Mobiliários deu sinal verde para esse tipo de produto. 

Com isso, ETFs de XRP, LINK, LTC, DOGE, SOL e outros passaram a chegar ao mercado. 

Hoje, os fundos de XRP já somam cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, enquanto os de Solana alcançam aproximadamente US$ 600 milhões. Incluindo os produtos menores, o segmento movimenta perto de US$ 1,8 bilhão. 

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Segundo o Relatório de tendências para 2026, do MB, esse mercado deve chegar a US$ 10 bilhões até o fim do próximo ano, mais de cinco vezes o tamanho atual, impulsionado principalmente por XRP e Solana, que tendem a responder por cerca de 80% das entradas. 

4) Volume de ativos tokenizados vai aumentar em 200% 

O modelo de tokenização já é aplicado em setores como imóveis, crédito corporativo, títulos públicos e outros, permitindo que um ativo se transforme em um token negociável a qualquer momento, com liquidação rápida e total rastreabilidade. 

Em 2025, a União Europeia avançou na regulação de tokenização ao permitir que bancos operassem volumes maiores em redes permissionadas. 

Nos Estados Unidos, a blockchain passou a ser reconhecida como um meio válido para registrar e transferir ativos tokenizados, destravando projetos que estavam parados. 

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E no Brasil, o número de investidores em Renda Fixa Digital cresceu 12,5%, de acordo com dados do MB. Com esses avanços, a expectativa é que o volume global de ativos tokenizados aumente 200% em 2026 e ultrapasse US$ 54 bilhões. 

5) O segmento de mercados preditivos será o de maior crescimento no mundo das criptomoedas

Os mercados preditivos, que permitem negociar probabilidades de eventos futuros como eleições, resultados esportivos ou indicadores econômicos, refletem o consenso coletivo sobre o que tem maior chance de ocorrer. 

A projeção é que o capital alocado no setor, somando valor travado em plataformas on-chain e posições em aberto em mercados regulados, alcance pelo menos US$ 20 bilhões até o fim de 2026, um crescimento superior a 25 vezes em relação a 2025. 

Para Tota, “o avanço exponencial está ligado a importantes catalisadores: em 2026, teremos grandes eventos, como a Copa do Mundo e eleições presidenciais em vários países, inclusive no Brasil, além do fortalecimento de novos mercados de previsão, como os climáticos e de entretenimento, que reforçam a expansão desse segmento”. 

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6) Volume negociado por agentes de IA vai quadruplicar 

A integração de IA em blockchains deixou de ser uma tendência isolada e se consolidou como um movimento estratégico para os próximos anos, impulsionado pela necessidade de agentes identificáveis, capazes de ter seu histórico acessado, e aptos a realizar micropagamentos via blockchain. 

Padrões como o x402 e o ERC-8004 já buscam atender a esses requisitos e, mesmo ainda recentes, devem levar o volume transacionado a ultrapassar US$ 1 milhão até o final de 2026, mais de quatro vezes o nível atual. 

O VP de Negócios Cripto do MB destaca: “essa tecnologia viabiliza micropagamentos rápidos e seguros para notícias, jogos, conteúdo digital, trading on-chain e serviços de IA, aumentando receitas, reduzindo intermediários e tornando as blockchains mais eficientes”. 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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