Esta foto deixou Trump morrendo de inveja (e a China muito feliz)
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Como em qualquer cenário político, existe certa correlação de forças, às vezes amigas, por ora contrárias. Enquanto uma pretende demonstrar sua força de maneira impositiva, outra quer utilizar a via da cooperação para emergir como líder global.
É este o cenário vivenciado entre as duas maiores economias do mundo, segundo análise de Federico Pieraccini, da Strategic Culture Foundation, na qual avalia a forma pela qual Donald Trump e Xi Jinping pretendem manter a força de seus países no contexto geopolítico global, pelos acontecimentos das últimas semanas.
Três quartos do planeta
Do lado asiático, a ocorrência do “2 ºBelt and Road Forum” nesta segunda-feira (6) – remetendo a antiga “Rota da Seda” entre o Oriente e a Europa – demonstra o ensejo de Pequim: cooperar para crescer.
Com presença de 40 líderes globais da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e da Europa, 37 chefes de Estado e mais de 5000 membros de organizações, o projeto ambicioso que promete transformar a Eurásia buscará aprimorar o comércio internacional via zonas livres de impostos e investimentos em infraestrutura, além de cooperação tecnológica e energética.
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Para cooperar no projeto, 125 países assinaram o documento, incluindo o Brasil. Mais de trinta organizações ratificaram 170 acordos, com investimento total projetado de US$ 1,3 trilhão entre 2013 e 2027.
Segundo avalia Robin Xing, economista-chefe do Morgan Stanley para a China, em um relatório citado pelo site Zero Hedge, “o investimento da China nos países pertencentes ao projeto crescerá 14% por ano nos próximos dois anos, e o investimento total poderá dobrar para o intervalo de US$ 1,2 trilhão a US$ 1,3 trilhão em 2027”.
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Ventos decadentes declinantes
Do outro lado do planeta, Washington busca provar sua predominância via truculência. Em uma metáfora, na fábula de Ésopo “O Vento e o Sol”, o vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte.
De repente, viram um viajante. Decidiram medir a força com um pequeno desafio: aquele que conseguisse fazer o transeunte tirar o casaco, seria o mais forte.
O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o vento retirou-se. O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre o homem, que logo sentiu calor e despiu o casaco.
A moral da história é somente uma: a bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a fúria e a violência.
Cooperação benéfica
Dentro do contexto geopolítico, os chineses buscam cooperação em um jogo “ganha-ganha” no qual se beneficiará da melhoria na qualidade de vida das pessoas, ao contrário do proferido por Donald Trump e de seus seguidores e fãs incondicionais de carteirinha.
Pequim realizará empréstimos gigantescos para o aprimoramento do padrão de vida, como infraestrutura básica, ferrovias, escolas, rodovias, aquedutos, portos, conexão a internet e hospitais.
Como destacado no periódico Asia Times, “a nova iniciativa da Rota da Seda detém apoio de nada menos que 126 estados e territórios, mais diversas organizações internacionais. Essa é a nova, verdadeira e realística face da “comunidade internacional” – maior, mais diversificada e mais representativa do que o G20″.
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Yankees sozinhos?
Trump não pode sozinho combater a Venezuela, o Irã ou a Coreia do Norte. No caso do país sul-americano, Brasil e Colômbia aparentemente não deverão se sacrificar para agradar Washington.
No Oriente Médio, as investidas recentes no Afeganistão e no Iraque evidenciaram como os EUA podem perder milhares de cidadãos norte-americanos, o que afeta negativamente a opinião pública norte-americana. Já a Coreia do Norte está protegida por seu poderio nuclear.
O que resta a Trump e a seus conservadores aliados são ameaças vazias de guerra, ataques inócuos a China e a Rússia e propaganda maciça de pânico e guerra para encher os cofres dos fabricantes de armas dos EUA.