Brasil

Governo não pretende mudar arcabouço fiscal e não buscará medidas eleitorais exóticas, diz Haddad

28 mar 2025, 18:30 - atualizado em 28 mar 2025, 18:30
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto, em Brasília 18/03/2025 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto, em Brasília 18/03/2025 REUTERS/Adriano Machado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que o governo não pretende mudar o desenho atual do arcabouço fiscal, baseado em meta de resultado primário e limite de gastos.

Em evento promovido pela Arko Advice, em São Paulo, Haddad afirmou que o governo vai manter o curso da política econômica, buscando o cumprimento de metas fiscais e sem medidas “exóticas” com finalidade eleitoral.

“Esse é o caminho, não vamos inventar nada. Não é do feitio do presidente Lula inventar nada exótico por razões eleitorais”, disse.

No evento, ele disse que o Brasil pode crescer próximo à média mundial sem gerar pressões inflacionárias.

Sem dar detalhes, o ministro disse que “quando se faz ajuste super recessivo” isso acaba prejudicando a própria dívida pública, defendendo “moderação” no caminho para retomar resultados primários positivos.

Haddad afirmou que a condução da política econômica pelo governo tem sido feita com seriedade, o que é suficiente par ancorar as expectativas de mercado.

Em relação às surpresas positivas no mercado de trabalho, que mostra aquecimento, o ministro disse que os dados recentes são impulsionados por uma safra forte, que demanda contratações nas colheitas, transporte e outros pontos da cadeia produtiva.

Nesta sexta-feira, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostraram que o Brasil abriu 431.995 vagas formais de trabalho em fevereiro, maior resultado mensal da série histórica e muito além do esperado por economistas.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também havia apresentado dados fortes. A taxa de desemprego no país subiu a 6,8% no trimestre encerrando em fevereiro, ante 6,1% no trimestre imediatamente anterior, mas o número de trabalhadores com carteira assinada e o rendimento médio dos trabalhadores bateram recorde.

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reuters@moneytimes.com.br
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