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Gabriel Casonato: Tem ETF de maconha novo no pedaço

Opinião - 10/05/2019 - 17:47

Por Gabriel Casonato, editor do Agora Financial 

Caro leitor,

Já comentei aqui sobre aquela que considero a alternativa mais eficaz para quem deseja investir na indústria legal de cannabis sem assumir um risco muito alto.

Falo dos ETFs, sigla para Exchange Traded Funds, que nada mais são do que um conjunto diversificado de ativos, como um fundo de investimento, negociado em Bolsa.

Modalidade ainda pouco conhecida no Brasil, o ETF talvez seja o veículo de investimento mais eficiente para se apostar em um determinado setor, pois alia diversificação com baixo custo.

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Até meados de abril, era possível encontrar dois deles dedicados exclusivamente ao mercado de maconha:

– O ETFMG Alternative Harvest, negociado sob o código MJ na Bolsa de Nova York (NYSE);

– E o Horizons Marijuana Life Sciences, disponível através do ticker HMMJ.TO na Bolsa de Toronto, no Canadá.

Desde o final do mês passado, no entanto, os entusiastas das famosas Pot Stocks já contam com uma terceira opção.

Trata-se do AdvisorShares Pure Cannabis ETF, listado na NYSE Arca – primeira Bolsa americana 100% eletrônica – através do ticker YOLO.

Com pouco mais de US$ 43 milhões em ativos sob gestão, o AdvisorShares Pure Cannabis é apoiado pelo BNY Mellon e a composição de sua carteira segue a mesma linha dos outros dois ETFs ligados à indústria da maconha.

Todos são compostos por dezenas de ações de empresas do segmento, com exposição majoritária a companhias canadenses.

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No caso de YOLO, são 24 companhias atualmente, com Organigram (8,49%), Green Organic Dutchman (8,05%) e Aphria (6,79%) detendo as maiores participações, respectivamente.

Outras empresas conhecidas por quem já investe no setor, como Canopy Growth, Aurora e Tilray, também fazem parte do portfólio, a exemplo das carteiras de Alternative Harvest e Horizons Marijuana Life Sciences.

Apesar das semelhanças há uma diferença fundamental entre o AdvisorShares Pure Cannabis e os outros dois ETFs: ele possui gestão ativa, enquanto os outros são geridos de forma passiva.

Em outras palavras, está nas mãos de um gestor profissional especializado no mercado de cannabis, que pode incluir ou excluir empresas – ou apenas rebalancear a carteira – no momento em que ele bem entender.

A título de comparação, tanto o MJ quanto o HMMJ visam replicar índices que levam em consideração suas próprias cestas de ativos e são rebalanceados trimestralmente, não importa o que aconteça.

Esta liberdade que o gestor tem para promover as alterações que julgar necessárias para sua carteira pode ser o diferencial para YOLO conseguir uma performance melhor do que seus pares no longo prazo.

No final das contas, porém, o que vai determinar o sucesso ou não de YOLO será mesmo a big picture.

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Isto é, a evolução da indústria como um todo, especialmente no que diz respeito aos avanços relacionados à legalização.

Como sabemos, demanda para a cannabis e para produtos derivados dela não falta.

Afinal, estamos falando da substância ilícita mais consumida no mundo, cujo mercado ilegal ainda movimenta centenas de bilhões de dólares – recursos que financiam violência e corrupção, com a criminalização inibindo o investimento em pesquisas científicas.

Ao que tudo indica, porém, trata-se de um cenário com os dias contados, na medida em que cada vez mais países caminham para a legalização e regulamentação deste mercado altamente promissor.

Sendo assim, vale salientar o caráter de diversificação dos ETFs, extremamente valioso em um mercado ainda incipiente, com a grande maioria das empresas ainda em fases iniciais dos respectivos planos de negócios.

A compra do AdvisorShares Pure Cannabis, portanto, atende ao critério acima de se apostar na evolução da indústria da cannabis como um todo, minimizando os riscos de se expor a uma única empresa que, por qualquer motivo que seja, não acompanhe esse desenvolvimento.

E o momento para isso mostra-se bastante apropriado, em que pese o dólar relativamente caro na comparação com o real.

Desde o lançamento de YOLO em 18 de abril, o preço ainda não decolou, sendo negociado praticamente em linha com os US$ 24,35 da estreia.

Com diversos gatilhos por virem, em especial a legalização em nível federal nos EUA, a hora de fazer uma aposta no mais novo ETF de maconha no pedaço é agora.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 10/05/2019 - 17:47