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Gabriel Casonato: Esta ação tem feito as gigantes de tecnologia americanas comerem poeira

Opinião - 25/05/2019 - 17:10

Por Gabriel Casonato, editor do Agora Financial 

Caro leitor,

Nos últimos anos, talvez nenhum outro setor tenha dado tantas alegrias aos investidores de Wall Street quanto o de tecnologia.

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E quando falamos do segmento, é comum que foquemos a análises nas principais empresas, em especial as FAANGs, me refiro ao famoso grupo das gigantes do Vale do Silício, na Califórnia, formado por Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Alphabet/Google.

Além de dominar o noticiário das techs, a panelinha é responsável pela maior parte dos muitos bilhões movimentados todos os dias pelo setor nas Bolsas de Nova York.

Se pegarmos os últimos cinco anos, as ações de todas elas proporcionaram lucros de, no mínimo, 110% – mais que o dobro do retorno de 51% do S&P 500 no período.

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Pegando os casos de mais sucesso no período, como AMZN e NFLX, as valorizações ultrapassam incríveis 500%.

Para ilustrar melhor o que isso significa, se alguém tivesse investido US$ 10 mil em uma delas em maio de 2014, hoje estaria com um saldo de mais de US$ 60 mil.

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Nada mais natural, portanto, que os marinheiros de primeira viagem em ações americanas deem seus primeiros passos em uma destas empresas.

Mas e se eu te falasse que existe uma ação de outra empresa de tecnologia, nem tão desconhecida assim, proporcionando um retorno ainda maior do que as FAANGs?

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Pois saiba que ela não só existe, como está fazendo com que as queridinhas do mercado comam poeira nos últimos doze meses.

Se você algum dia já fez compras pela internet, é bem provável que já tenha utilizado os serviços desta empresa.

Responsável por mais da metade das transações on-line feitas em todo o planeta, o PayPal (NASDAQ: PYPL) é o líder disparado do segmento, se valendo do seu pioneirismo na área.

Fundada pelo hoje bilionário Peter Thiel em 1998, época em que a internet ainda estava engatinhando, a empresa foi comprada quatro anos depois pelo site de compras eBay.

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Um pouco antes, também em 2002, a companhia fez seu IPO – oferta pública inicial – a US$ 13 por ação, captando U$$ 61 milhões.

Em 2010, ela já tinha presença em 180 países e em 25 moedas correntes. E em 2015, o eBay anunciou que tornaria o PayPal uma empresa própria, não sendo mais sua subsidiária.

Desde então, a empresa vem num ciclo virtuoso de resultados, tendo crescido o lucro em 59% no ano passado e em 30% no primeiro trimestre de 2019, para US$ 667 milhões.

O volume total de pagamentos, por sua vez, aumentou 32% em 2018 e outros 22% no 1T19, para US$ 161 bilhões.

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Os números têm sistematicamente superado as estimativas, o que acaba se refletindo de maneira positiva na ação.

Nos últimos doze meses, o PayPal acumula uma alta de 43%, muito acima da performance das FAANGs no período.

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Note ainda pelo gráfico acima como ela saiu praticamente ilesa do bear market para as techs no final do ano passado.

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Somente em 2019, o papel já acumula uma alta de 32%, e tudo indica que a tendência deve ser mantida no restante do ano.

Em que pesem os riscos relacionados à uma desaceleração da atividade global, o setor de e-commerce ainda permanece bastante aquecido, com o PayPal se privilegiando de sua posição de absoluta liderança.

A distância para os concorrentes é tanta que ele tem usado seu robusto caixa para comprar participações em empresas que atuam em diversas frentes de negócios.

A ideia é ampliar a exposição a diferentes produtos, estratégias e regiões, sendo que a América Latina e o Brasil estão entre as prioridades dessa agenda.

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Dinheiro para isso não falta. Dados do primeiro trimestre mostram que o PayPal tem US$ 9,5 bilhões em caixa, e o presidente da companhia afirma que pretende gastar

US$ 3 bi por ano em aquisições.

Portanto, podemos ter em breve alguma novidade neste sentido aí no Brasil, ainda mais agora que o Banco Central autorizou o PayPal a funcionar como instituição de pagamento, na modalidade emissor de moeda eletrônica, em uma resposta que a empresa esperava há cinco anos!

Para quem acredita na avaliação de que o país pode ser uma fronteira para o crescimento, ao contrário de EUA, Austrália e Inglaterra, onde a operação está mais madura, vale a pena colocar PYPL na carteira.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 24/05/2019 - 15:23