Fundo imobiliário mira captação de até R$ 2,3 bilhões em nova emissão de cotas; IFIX recua
O fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11) aprovou a realização de sua 5ª emissão de cotas, com volume inicial de R$ 1,84 bilhão, mostra fato relevante divulgado ao mercado nessa terça-feira (16).
De acordo com o documento, serão emitidos 221,3 milhões de novos papéis, ao preço de R$ 8,32 cada. Considerando a taxa de distribuição primária de R$ 0,33 por unidade, o valor de subscrição será de R$ 8,65.
A título de comparação, o SNEL11 encerrou o último pregão cotado a R$ 8,36 na bolsa de valores (B3). Acompanhe o movimento em tempo real.
Lote adicional e direito de preferência
Além do volume inicial, o fundo poderá emitir um lote adicional equivalente a até 25%, o que representa mais 55,3 milhões de cotas. Com isso, a captação total poderá alcançar aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
A operação será destinada a investidores em geral, mas contará com direito de preferência para os atuais cotistas.
O fator de proporção definido foi de 2,0, o que significa que cada cotista poderá subscrever dois novos papéis para cada um já detido na data-base da oferta.
De acordo com o fato relevante, os recursos líquidos captados serão utilizados conforme a política de investimentos do SNEL11, que tem como objetivo investir em projetos de energia renovável.
O fundo possui um pipeline operacional mapeado de R$ 2,4 bilhões em ativos e taxa interna de retorno projetada de 19,68%.
A estratégia, de acordo com o veículo, acompanha o modelo adotado nas captações anteriores, que prioriza a compra de usinas prontas, já conectadas e com contratos vigentes.
“Estamos em um momento de consolidação de um setor que reúne, hoje, milhares de pequenas e médias usinas em operação, com escala, acesso a capital e governança determinando quem consolida o mercado”, disse Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset, em nota enviada à imprensa.
Distribuição parcial
O fundo imobiliário também informou que a oferta prevê a possibilidade de distribuição parcial. Isso significa dizer que, para que a emissão seja mantida, será necessária a subscrição mínima de 1 milhão de cotas, o equivalente a R$ 8,3 milhões.
Caso esse piso não seja alcançado, a operação será cancelada e os valores eventualmente aportados pelos investidores serão devolvidos.
“Temos um pipeline robusto e de alta qualidade que pode superar nosso objetivo de captar R$ 1,8 bilhão nesta oferta. Nas emissões anteriores, a demanda pelo SNEL11 superou nossas expectativas e, desta vez, estamos mais preparados para um interesse maior do mercado”, acrescentou Duarte.
IFIX interrompe sequência de altas
Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores brasileira, encerrou a terça-feira (16) aos 3.824,21 pontos, com queda de 0,23%, interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de alta.
Desde o início de junho, o indicador acumula baixa de 1,37%, enquanto no ano, porém, o avanço é de 1,30%.
Destaques do último pregão (16)
O Bluemacaw Logística (BLMG11) liderou as altas, com valorização de 3,07%. Na sequência, o Kilima Volcano Recebíveis Imobiliários (KIVO11) avançou 2,18%, enquanto o Paramis Hedge Fund FI Imobiliário (PMIS11) registrou ganho de 1,67%.
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| BLMG11 | +3,07% | 31,57 |
| KIVO11 | +2,18% | 59,98 |
| PMIS11 | +1,67% | 7,91 |
| BTAL11 | +1,15% | 88,11 |
| ARRI11 | +1,11% | 4,57 |
Já entre as quedas, o Hectare CE (HCTR11) recuou 4,68%, seguido pelo Urca Prime Renda (URPR11), que caiu 3,75%. O Mérito Desenvolvimento Imobiliário I (MFII11) teve baixa de 3,42%.
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| HCTR11 | -4,68% | 15,70 |
| URPR11 | -3,75% | 22,34 |
| MFII11 | -3,42% | 48,54 |
| CACR11 | -2,41% | 23,45 |
| BPML11 | -2,13% | 88,01 |