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Flavia Bohone: Ainda dá para ficar rico investindo na Bolsa agora?

Opinião - 17/02/2019 - 13:14
Fonte: B3

Caro leitor,

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é viajar.

Não só pelo Brasil, que tem lugares lindos para visitar, mas gosto muito de ir também para outros países e conhecer culturas completamente diferentes da nossa, ver lugares inusitados, experimentar culinárias de todo canto do mundo.

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Claro, tudo isso custa caro, então sempre me programo e economizo boa parte da minha renda pensando no destino das próximas férias.

Por isso, sempre fico de olho em oportunidades de investimento que possam me ajudar a realizar meus planos de viajar cada vez mais…

…para novos destinos e até mesmo para voltar a alguns que já fui, mas com mais tempo para ver outras coisas.

O Brasil sempre foi conhecido como o país da renda fixa. Não à toa, claro.

Afinal, temos diversas opções de investimento nessa modalidade com retornos razoavelmente bons (e eu ainda tenho uma parte significativa do meu dinheiro nesse tipo de ativo).

Mas esses retornos já foram muito melhores…

E com a taxa básica de juros do país no menor patamar histórico, sem dúvida a renda variável oferece hoje as melhores oportunidades de valorização.

Isso significa chances muito boas de ver meu dinheiro crescer para eu poder ir para mais lugares em menos tempo.

Recentemente todo mundo tem falado que a Bolsa vai continuar subindo, que este é só o começo de um ciclo de alta, que você tem que aproveitar o momento…

Mas será que é isso mesmo?

Será que ainda dá para ficar rico investindo na Bolsa agora, momento em que ela vem renovando recordes?

A resposta é sim.

Ainda é possível ganhar muito dinheiro com a Bolsa, porque os sinais são de evidente melhora.

Em minha opinião, nós já passamos do começo desse ciclo e já estamos chegando perto do meio dele.

De qualquer forma, é um ciclo de alta e entrar no meio dele é melhor do que ficar totalmente de fora e deixar de ganhar muito dinheiro.

Ok, mas você deve estar se perguntando por que eu estou otimista com o futuro da Bolsa…

É simples:

Para mim, ainda há um enorme potencial de ganho que vai ser destravado após a aprovação da reforma da Previdência.

É esse o gatilho para tirar qualquer trava da Bolsa.

Existem outros motivos que também vão ajudar esse movimento, mas eles vão apenas se somar ao principal vetor que, não tem jeito, é a reforma da Previdência.

Mas por que ela é tão importante e vai dar o gás que precisamos para a Bolsa disparar?

Entre os diversos motivos que existem, o principal é promover o equilíbrio das contas públicas.

Sim, eu sei que alguns podem pensar: “mas eu vou investir em Bolsa, ou seja, o que importa é a gestão dos negócios da empresa e não se o governo terá ou não dinheiro para pagar aposentadorias daqui a 20 anos”.

Lamento, mas não é bem assim…

Claro que a administração da empresa é fundamental, mas os negócios dela estão inseridos em um contexto mais amplo e um país eficiente abre espaço para negócios também eficientes.

Um exemplo bastante simples: quando o governo é eficiente e tem previsibilidade de que as contas seguirão equilibradas, há menos necessidade de novos aumentos de impostos para tapar eventuais rombos.

Ou seja, um governo eficiente não precisa sufocar as pessoas (sim, como você e eu) nem as empresas com carga tributária abusiva.

Com menos impostos (ou, pelo menos, com a visão de que não deve haver mudanças bruscas no meio do caminho), abre-se o espaço para que o lucro das empresas também cresça. E aí, com previsão de mais lucro, as ações se valorizam ainda mais.

Lembro que esse é um raciocínio simples e que há mais coisas envolvidas, mas é uma forma de começar a enxergar a importância do equilíbrio das contas do governo para outras áreas.

Além disso, com mais previsibilidade para os cofres públicos, o investidor estrangeiro começa a trazer seus dólares de volta para o Brasil.

Historicamente, esse é o tipo de investidor com maior participação na Bolsa, embora o movimento recente de alta tem acontecido mesmo enquanto os gringos estão mais sacando do que investindo aqui…

Então, imagina o que vai acontecer quando o estrangeiro resolver realmente voltar? 

É mais do que lógico pensar que quando isso acontecer, o movimento de compra será ainda mais intenso.

Ou seja, os preços das ações vão subir e você vai ganhar mais dinheiro se já estiver nesse mercado.

Vamos explorar mais o impacto da vinda dos estrangeiros para a nossa Bolsa nas próximas edições dessa nossa série especial de newsletters “Na Alta da Bolsa”.

Mas vou repetir: o gatilho para isso ainda é a reforma da Previdência. Porque diferentemente do investidor local, o estrangeiro não está “pagando para ver”.

Ele está esperando realmente que algo aconteça antes de voltar com seus dólares. Talvez espere a aprovação final, mas muito provavelmente o movimento de retorno comece com uma sinalização forte de que vai acontecer logo.

“Ah, mas você está apostando que vai sair. E se não sair?”

É uma pergunta constante e pertinente. Mas, considerando o atual cenário, é natural pensar que alguma reforma será aprovada. Resta saber qual será a versão final.

Claro que todo mundo sabe que uma reforma desse porte demanda muita negociação e, por isso mesmo, os movimentos no Congresso Nacional estão sendo monitorados de perto.

Até o momento, ainda não há motivos para não acreditar na sua aprovação.

Os indícios são de negociação difícil, possíveis mudanças no texto, mas com o desfecho favorável.

E é por essa expectativa também que a Bolsa já vem renovando máximas desde o início do ano.

Além da reforma da Previdência, há outros motivos que justificam o otimismo com a Bolsa. Um deles é o gráfico.

Os grafistas, como são conhecidos os especialistas que monitoram o desempenho da Bolsa de acordo com o histórico dos gráficos, já identificaram que nós estamos repetindo o movimento dos últimos ciclos de alta.

A última vez que tivemos um movimento semelhante, a alta foi de 2002 a 2008, com o Ibovespa acumulando ganho de 800% nesse período.

O atual ciclo começou em 2016, o que significa que temos mais uns três anos de trajetória primordialmente ascendente.

“Ah, mas esses dias eu vi o Ibovespa cair mais de 3%”, já escuto alguém dizer.

Sim, caiu e o tombo foi feio.

E já aviso que isso vai acontecer mais vezes. É um ciclo de alta, com tendência positiva, mas sujeito a notícias que possam tirar o fôlego em alguns momentos.

Afinal, é sempre bom lembrar que, como o próprio nome diz, trata-se de renda VARIÁVEL.

Essas pausas, inclusive, são importantes pois abrem boas oportunidade de compra para quem ainda não entrou ou para quem já está dentro e quer aumentar a exposição, se seu apetite a risco for maior.

Apesar de estarmos com a tendência de alta semelhante à vista em outros ciclos, os ganhos vistos até o momento desde o início deste movimento são proporcionalmente inferiores aos observados em pontos equivalentes no passado.

Acredito que nós ainda não subimos tudo que poderíamos ter subido desde o início deste ciclo por causa da recente turbulência política.

Por isso mesmo, vou ser redundante e repetir: a reforma da Previdência é o gatilho para levar o Ibovespa muito além dos 100 mil pontos.

Considerando os movimentos em ciclos anteriores, podemos chegar muito acima dos 450 mil pontos nos próximos três anos.

Financeiramente, isso significa uma enorme valorização para seu dinheiro aplicado nesse tipo de investimento.

E, com essa valorização, você pode alcançar seus objetivos, como o meu de viajar pelo mundo, ou garantir uma aposentadoria tranquila, comprar imóveis, pagar o mestrado do seu filho na Europa…

Enfim, significa que você pode ficar mais perto de realizar seus sonhos.  

Veja aqui: “Como eu conheci 30 países em 3 anos” (e como você pode fazer isso também)

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