Quer saber o que comprar agora na Bolsa? Receba as melhores dicas do Brasil

Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Fast

Vendas no varejo do Brasil sobem pela 7ª vez em novembro, mas abaixo do esperado

15/01/2020 - 10:26
Varejo
Na comparação com novembro de 2018, a alta é de 2,9% (Imagem Rovena Rosa/Agência Brasil)

As vendas no varejo brasileiro subiram 0,6% em novembro na comparação com o mês anterior e 2,9% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 1,1% na comparação mensal e de 3,8% sobre um ano antes.

Entretanto, os resultados ficaram bem abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de avanços de 1,1% na comparação mensal e de 3,8% sobre um ano antes.

O mês foi marcado pelas vendas da Black Friday, em meio a uma conjuntura mais favorável ao consumo com inflação baixa e mais pessoas no mercado de trabalho. Porém, com menos força do que em 2018, quando a temporada de vendas ajudou as vendas varejistas a subirem 3,1% sobre outubro.

Black Friday Consumidor EUA Consumo
O mês foi marcado pelas vendas da Black Friday, em meio a uma conjuntura mais favorável ao consumo com inflação baixa (Imagem: Reuters/Brendan McDermid)

“Os setores que mais cresceram em novembro foram os mais sensíveis à Black Friday, como móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e perfumaria”, explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

“Se não fosse a Black Friday, poderia ficar até negativo”, completou ela, atribuindo o resultado abaixo do esperado pelo mercado a possivelmente “uma questão de metodologia e calibragem”.

Das oito atividades pesquisadas, quatro apresentaram crescimento no volume de vendas sobre o mês anterior, com destaque para o ganho de 4,1% de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e de 1,0% de Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

As vendas de Móveis e eletrodomésticos aumentaram 0,5% no mês, enquanto as Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiram 2,8%.

Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro?

Receba de segunda a sexta as principais notícias e análises. É grátis!

As taxas negativas foram registradas por Tecidos, vestuário e calçados (-0,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%), além de Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,7%). Já o setor de maior peso no varejo, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, teve estabilidade nas vendas em novembro.

No varejo ampliado, o volume de vendas caiu 0,5%, interrompendo oito meses de crescimento. O setor de Veículos, motos, partes e peças recuou 1,0%, enquanto Material de construção teve variação positiva de 0,1%.

“O comércio vai fechar o ano mais uma vez no positivo. Será o terceiro ano seguido, mas não repõe ainda as perdas de 2015 e 2016″, disse a gerente da pesquisa.

Leia mais sobre: Brasil, Economia, IBGE, Reuters, Varejo, Vendas

Última atualização por Lucas Simões - 15/01/2020 - 10:27

Energia e saneamento: as ações que ganharam e perderam moral com o BTG em 2020