Quer saber o que comprar agora na Bolsa? Receba as melhores dicas do Brasil

Cotações por TradingView
Cotações por TradingView

Qualidade de crédito da Gafisa afunda ainda mais no lixo, avalia Moody’s

Gustavo Kahil - 13/11/2018 - 18:37

O rating global da dívida corporativa de longo prazo da Gafisa (GFSA3) foi cortada de B3 para Caa1, avaliou a classificadora de crédito Moody’s em um relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (13). A posição da nota da construtora está dentro do nível considerado especulativo, ou lixo, e distante apenas quatro degraus do pior possível.

Segundo as analistas Carolina Chimenti e Marianna Waltz, o rebaixamento reflete as expectativas de que a recuperação do desempenho operacional pode demorar mais que o antecipado e que a companhia enfrentará riscos de execução durante a implementação de sua nova estratégia de negócios, o que aumenta a probabilidade de reestruturação adicional de dívida no curto prazo.

“A Gafisa continuará reportando métricas de crédito fracas no curto prazo, principalmente as de rentabilidade, alavancagem e liquidez, e permanecerá sujeita à retomada das vendas e a uma recuperação mais sustentada do segmento de construção residencial para gerar caixa e cumprir com os vencimentos de dívida”, destacam.

O relatório lembra que, no final de setembro de 2018, a Gafisa tinha R$ 194 milhões em caixa (R$ 118 milhões disponíveis na holding) comparado a vencimentos de dívidas de curto prazo de R$ 200 milhões (cobertura de 1,0 vez), incluindo financiamentos de projetos com vencimento nos próximos 12 meses que serão pagos com recursos de recebíveis de unidades concluídas.

“Ainda assim, a geração de caixa futuro da Gafisa depende do nível de futuros lançamentos e da recuperação das vendas nos segmentos de imóveis residenciais para as classes média e alta em São Paulo e no Rio de Janeiro, que dependem da continuidade da melhora das condições macroeconômicas no Brasil, incluindo juros e inflação em queda e recuperação nos níveis de emprego, endividamento das famílias e concessões de crédito”, ressaltam.

Última atualização por Gustavo Kahil - 13/11/2018 - 18:37