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Apesar de ação do PT, negócio Embraer-Boeing deve ser concluído no início de 2019

Gustavo Kahil - 07/12/2018 - 11:01
(Wikimedia Commons)

A equipe de análise do Bradesco BBI avalia que a a suspensão imediata, impetrada pela Justiça Federal de São Paulo ontem, das tratativas entre a Embraer (EMBR3) e a Boeing para a criação de uma nova companhia, não deve impedir o andamento do negócio, mostra um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (7).

A ação foi movida pelos deputados petistas Paulo Pimenta, Carlos Zaratini, Paulo Teixeira, Nelson Pellegrino e Vicente Cândido.

“Com tal liminar, ambas as companhias não poderão criar a joint-venture, mas devem continuar a negociar os termos do negócio. O juiz federal que emitiu a decisão argumentou que o novo Presidente eleito precisa ser capaz de analisar a transação”, apontam os analistas Victor Mizusaki e Flávia Meireles.

O juiz Victorio Giuzio Neto disse ter ficado perplexo diante da afirmação da Embraer de que, mesmo ocupando a posição de terceira maior empresa exportadora do país, se encontra a caminho da falência. “Mais adiante chegam a afirmar de maneira peremptória: (…) A potencial operação com a Boeing representa uma verdadeira tábua de salvação para a Embraer”.

Ainda assim, os analistas ressaltam que o juiz não é contra o negócio. “Esperamos que o governo federal e os acionistas da Embraer aprovem a transação ainda no primeiro trimestre de 2019”, indicam. A recomendação de compra foi reiterada, com preço-alvo de R$ 28.