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EXCLUSIVO: Sócios da Empiricus batem o martelo e vão criar corretora do zero

Gustavo Kahil - 06/02/2018 - 21:10

Os sócios da Empiricus decidiram que não irão comprar corretoras já existentes e vão criar a própria totalmente do zero, apurou o Money Times com uma fonte familiar ao assunto. Criada em 2009 como uma casa de análise, e que em 2013 ganhou o reforço da americana Agora em sua estratégia de marketing, a empresa agora enfrenta o seu maior desafio para aproveitar os seus 180 mil clientes pagos. O pedido ao Banco Central deve ser feito até o final de março.

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A ideia se tornou pública em setembro do ano passado, quando a Empiricus passou a ser assediada por investidores estrangeiros, fundos, e outras corretoras em propostas de associação ou de aquisição. O que pesou na decisão, segundo a fonte, foi encontrar uma maneira de separar o negócio de research, que é o que paga as contas, e o de corretagem em um modelo que se diferenciasse dos já existentes no Brasil.

O rumo encontrado pelos sócios estará alinhado à regulação da Europa MiFid II (bem explicada nesta notícia do Brazil Journal), em que há separação entre a cobrança do trading em uma empresa e a do research na outra. A corretora, que não terá a participação da Agora, pretende não cobrar corretagem e deve operar, inicialmente, em um plano com dois modelos: com uma taxa fixa de um percentual do patrimônio investido ou um valor por algum tipo de pacote.

Desta forma, quando o research da Empiricus indicar uma mudança de recomendação, ela não ganhará mais ou menos da movimentação na corretora de forma direta.  Outra preocupação também está nas recomendações de fundos. A proposta é de que os rebates dos fundos para a corretora sejam iguais. Ou seja, o cliente que investir em um fundo que paga mais rebate para a corretora do que a média, terá a diferença devolvida. A corretora também não participará de estruturações de mercados de capitais, como IPO’s, por exemplo.

Corretora fintech

A estratégia será posicionar a nova “broker” como uma fintech, fugindo da dependência exclusiva dos assessores de investimentos. Desta forma, os atuais assinantes poderão executar as recomendações do research a partir de um clique. Isso se daria de forma não exclusiva. Ou seja, caso preferisse o assinante poderia continuar suas ordens em uma outra corretora já existente no mercado.

Procurada, a Empiricus disse que não comentaria o assunto.

 

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