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Exclusivo: OranjeBTC (OBTC3) busca financiamento de cerca de R$ 100 milhões para voltar a comprar bitcoin (BTC), diz CEO

25 fev 2026, 15:31 - atualizado em 25 fev 2026, 15:41
Guilherme Gomes, fundador e CEO da OranjeBTC (Imagem Divulgação)
Guilherme Gomes, fundador e CEO da OranjeBTC (Imagem Divulgação)

Novata na bolsa brasileira, a OranjeBTC (OBTC3) está em negociações para fechar um financiamento de “aproximadamente R$ 100 milhões”, de acordo com o CEO da empresa, Guilherme Gomes. 

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A empresa já havia anunciado as negociações em um comunicado ao mercado, mas Gomes detalhou o plano com exclusividade para o Crypto Times

O CEO da companhia afirmou que mais detalhes ainda estão sendo discutidos junto ao financiador — que, segundo Gomes, vem do “mercado tradicional” para se juntar a negócios envolvendo bitcoin (BTC).  

“Estamos em negociações avançadas para uma nova dívida, em um modelo diferente. Vai ser com um credor no Brasil, não de fora”. Para ele, a ideia é fortalecer o ecossistema cripto local. “Para um credor de fora, nós seríamos mais um. Para este, nós somos um cliente brasileiro focado em bitcoin”.  

Gomes afirma que o montante é “conservador”, levando em conta o tamanho da empresa, que tem valor de mercado de pouco mais de R$ 1 bilhão e uma dívida de R$ 118 milhões — algo equivalente a 9,09% do montante de BTCs em caixa detidos pela companhia, de acordo com dados do dashboard da OranjeBTC

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“Vamos manter números conservadores para manter uma alavancagem moderada”, comenta.    

O que a OranjeBTC (OBTC3) fará com o dinheiro 

Os recursos devem ser usados para voltar a comprar bitcoin e fortalecer suas reservas, mas também pode ser utilizado para dar continuidade ao processo de recompra de ações, segundo o executivo. A OranjeBTC é a maior bitcoin treasury company da América Latina, com um montante de 3.722 unidades de BTC, equivalente a cerca de US$ 239 milhões.  

No entanto, desde as máximas históricas da criptomoeda — que coincidiram com a estreia da OranjeBTC na bolsa, em outubro do ano passado —, o bitcoin já perdeu aproximadamente 50% do valor. Com isso, o mNAV (market Net Asset Value) da empresa caiu abaixo de 1. 

O mNAV é uma métrica utilizada pelas Bitcoin Treasury Companies para avaliar a geração de valor a partir do BTC em caixa. 

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Quando o indicador fica abaixo de 1, é um sinal para os investidores de que a empresa não está conseguindo extrair o valor das reservas. Atualmente, o mNAV da OranjeBTC está em 0,91 após sucessivas recompras de ações. 

Outras iniciativas 

Além disso, Gomes sugeriu a compra do domínio bitcoin.com.br pela OranjeBTC. Na visão do executivo, trata-se de “comprar um terreno antes que a região se valorize”.  

“O domínio bitcoin.com.br tende a ser o maior da América Latina, dada a importância econômica do Brasil para a criptoeconomia”, disse.  

Apesar de não ter um objetivo específico, Gomes explica que o site poderá evoluir para um marketplace de negociação de bitcoin, unindo prestadores de serviços relacionados a criptomoedas — como consultoria jurídica especializada em ativos digitais, contabilidade voltada para criptoeconomia e assim por diante.  

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“Bitcoin vai ser provavelmente uma das maiores marcas do mundo. É igual vender água e ter o domínio ‘agua.com.br’”, brinca.  

As ações da companhia 

Recentemente, a OranjeBTC atingiu a marca de 7.700 investidores em bolsa.  

“Em menos de 100 pregões desde o início das negociações, o número de acionistas da companhia aumentou mais de 40 vezes e já supera 7.700 investidores, refletindo o avanço da visibilidade da tese da OranjeBTC no mercado”, disse a empresa, em comunicado ao mercado. 

Desde a estreia, as ações OBTC3 acumulam queda de mais de 70%, sendo negociadas na casa dos R$ 7,19. No entanto, segundo o agregador de médias móveis do TradingView, a expectativa é de uma reversão na tendência negativa do movimento dos papéis, apontando para uma potencial alta das ações. 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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