Mercados

Alta de 1%, queda de 2,45%: Ibovespa em dólar vira montanha-russa com tarifaço de Trump

02 abr 2025, 17:47 - atualizado em 02 abr 2025, 20:11
Ibovespa, 5 Coisas, Investimentos, Dólar, Day Trade, Estados Unidos, EUA, Petrobras, PETR4
Ibovespa abre em queda nesta quinta-feira, 27 (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O EWZ, o Ibovespa em dólar, chegou a disparar 0,9% após o presidente Donald Trump anunciar uma taxação de 10% sobre o Brasil, que possivelmente ficou abaixo do esperado.

O anúncio faz parte do pacote de tarifas recíprocas anunciado por Trump.

  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

Apesar disso, o índice devolveu os ganhos e chegou a despencar 2,45%. Entre os índices futuros norte-americanos: o S&P 500 despencou 3%, Nasdaq chegou a cair mais de 4% e Dow Jones recuou cerca de 2%.

De acordo com Paula Zogbi, gerente de research da Nomad, embora o anúncio tenha como objetivo estimular e expandir a indústria doméstica, o mercado observa potenciais pressões inflacionárias e aumentos nos custos. 

“A volatilidade deve seguir sendo a tônica do mercado enquanto acompanhamos novos desdobramentos das medidas, com prováveis novas revisões de expectativas para os resultados das companhias por analistas e uma possível continuidade do fluxo financeiro para teses mais defensivas e outras economias globais”, afirmou.

Brasil beneficiado?

Na visão de Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, o anúncio de tarifas globais acima do normal tem sido uma estratégia utilizada por Trump para negociar com parceiros comerciais.

Em entrevista ao Giro do Mercado desta quarta-feira (2), a especialista afirmou que o Brasil pode acabar se dando bem em relação a outros países.

“O foco deve ser os países nos quais os EUA têm déficit comercial, que não é o nosso caso. Com isso, o Brasil não é um alvo para ser taxado de maneira generalizada”, afirma Quaresma.

Para André Valério, economista sênior do Inter, Brasil tende a ganhar market share de suas exportações, à medida que essas regiões direcionem suas demandas para outro lugar, particularmente o agro, que sofre grande competição com o agro americano.

“Além disso, o fato de o Brasil ter sido menos taxado, tornará os nossos produtos relativamente mais competitivos em relação aos outros países, o que pode permitir maiores exportações aos Estados Unidos”.

Finalmente, diz o economista, hoje observamos um elevado diferencial de juros entre a economia brasileira e americana, o que deve fornecer um suporte para uma eventual depreciação do real.

“Atualmente, o real é uma das moedas favoritas dos investidores justamente por conta desse fato, com as posições vendidas em dólar contra o real sendo a maior aposta contrária à divisa americana”.

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
No mercado há mais de 5 anos, o Money Times é referência em investimentos pessoais, educação financeira, gestão de carreiras e consumo no mercado brasileiro. No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
equipe@moneytimes.com.br
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
No mercado há mais de 5 anos, o Money Times é referência em investimentos pessoais, educação financeira, gestão de carreiras e consumo no mercado brasileiro. No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
Giro da Semana

Receba as principais notícias e recomendações de investimento diretamente no seu e-mail. Tudo 100% gratuito. Inscreva-se no botão abaixo:

*Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar