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Europa: Mercado grego sobe, Itália oscila depois das eleições

Investing.com Brasil - 28/05/2019 - 8:46
Comissão Européia recentemente previu que o déficit orçamentário da Itália atingiria 3,5% do PIB no ano que vem, colocando Roma e Bruxelas claramente em rota de colisão

 Por Investing.com 

Quando a poeira das eleições para o Parlamento Europeu no fim de semana baixou, ficou claro que o maior vencedor foi a Grécia.

O índice Athens General Composite subiu quase 6% na segunda-feira, enquanto os títulos de 10 anos do governo grego – um barômetro de risco político – caiu para o menor nível desde que o país aderiu à zona do euro em 2002.

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O ATG está agora acima de 26% em 2019, e a menos de 1% da alta do ano que atingiu em abril. Mesmo assim, ainda está abaixo de dois terços do pico antes da crise da dívida ter explodido em 2010.

Esse movimento veio depois que o primeiro-ministro radical esquerdista, Alexis Tsipras, sofreu uma derrota esmagadora nas mãos do partido de centro-direita da Nova Democracia de Kyriakos Mitsotakis. Tsipras respondeu mudando para junho as eleições nacionais que estavam programadas para outubro.

Esse movimento foi visto pelos analistas como uma tentativa de evitar quatro meses de derrapagens que poderiam levar a uma derrota ainda pior.

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Há um ano atrás, os bônus de 10 anos da Grécia rendiam 6,10%. Hoje eles estão em 3,17%. Isso é apenas 47 pontos base a mais que a Itália, que subiram de 2,20% para 2,70% no mesmo período.

Isso porque a Grécia tem sido a imagem espelhada da Itália politicamente. Enquanto a Grécia desistiu de sua revolta contra a disciplina orçamentária da zona do euro, a Itália – sob a coalizão populista do Partido Lega, de Matteo Salvini, e o Movimento de 5 Estrelas de Luigi di Maio – declarou guerra a ela.

“Se precisarmos quebrar alguns limites, como os 3% ou 130-140%, seguiremos em frente”, disse Salvini durante a campanha, em referência às regras da zona do euro que limitam os déficits orçamentários a 3% do PIB. A dívida pública bruta da Itália já é de 132% do PIB, um nível que é improvável que seja sustentável se as taxas de juros da zona do euro voltarem a subir.

A Itália – sob a coalizão populista do Partido Lega, de Matteo Salvini, e o Movimento de 5 Estrelas de Luigi di Maio – declarou guerra a UE.

A Comissão Européia recentemente previu que o déficit orçamentário da Itália atingiria 3,5% do PIB no ano que vem, colocando Roma e Bruxelas claramente em rota de colisão.

Não é por acaso que o FTSE MIB da Itália tem sido o pior índice da Europa desde domingo, perdendo 1,1% às 5h30 desta terça-feira, enquanto a referência, o Euro Stoxx 600 caía apenas 0,4%.

Os mercados do Reino Unido reabriram mistos após um fim de semana de três dias, o FTSE 100 estava levemente em baixa de 0,1%. O Dax da Alemanha caía 0,6%.

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