Internacional

‘É muito cedo para dizer qual será o caminho apropriado para a política monetária’, afirma Powell após tarifaço de Trump

04 abr 2025, 13:33 - atualizado em 04 abr 2025, 13:36
eua estados unidos jerome powell donald trump
(Imagem: REUTERS/Kevin Lamarque)

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, disse nesta sexta-feira (4) que é muito cedo para dizer qual será o caminho apropriado para a política monetária. “Não precisamos ter pressa. Estamos bem posicionados para esperar por maior clareza antes de considerar quaisquer ajustes em nossa postura”, afirmou.

A fala veio após Donald Trump impor tarifas recíprocas nos Estados Unidos (EUA) sobre produtos importados, com base nas taxas cobradas por seus parceiros comerciais.

Ao todo, 185 países serão taxados a partir da próxima semana. As maiores tarifas, de 50%, serão aplicadas a Lesoto e Saint-Pierre e Miquelon. No entanto, a maioria — incluindo o Brasil — será atingida pela taxa mínima de 10%.

Powell espera que as novas políticas protecionistas tenham um impacto na economia norte-americana. “Os aumentos de tarifas serão maiores do que o esperado. O mesmo se aplica aos efeitos econômicos, com maior inflação e crescimento mais lento”, alertou na Conferência Anual do Society for Advancing Business Editing and Writing (SABEW).

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O chair do Fed enfatizou ainda que “será muito difícil avaliar os ​​efeitos econômicos de tarifas mais altas até que haja maior certeza sobre os detalhes”. Entre as especificações, ele cita o que será tarifado, o nível, a duração e a extensão de qualquer retaliação.

“Nossa postura de política monetária está bem posicionada para lidar com os riscos e as incertezas que enfrentamos, à medida que obtemos uma melhor compreensão da mudança de políticas e do efeito em nossa economia”, disse.

Segundo Powell, a obrigação o banco central dos EUA é manter a inflação de longo prazo bem ancorada e garantir que um aumento pontual no nível de preços não se torne um problema contínuo.

Novas tarifas de Trump

As tarifas anunciadas por Trump esta semana não foram definidas com base em estudos individuais por país ou produto, mas sim por meio de uma fórmula única para todos os mercados. O cálculo envolve duas etapas: primeiro, foi estabelecido um percentual mínimo de 10% sobre as importações de todos os países.

Em seguida, o governo Trump adotou uma tarifa adicional, equivalente à metade da relação entre o déficit comercial dos EUA com determinado país e o total de importações desse país. Confira aqui.

“Os números são tão desproporcionais, são tão injustos. Ao mesmo tempo, estabeleceremos uma tarifa mínima de 10%. Isso será para ajudar a reconstruir nossa economia e evitar a trapaça”, afirmou Trump. O presidente ainda disse que os parceiros comerciais que não quiserem ser taxados devem transferir suas fábricas para os EUA.

As tarifas mínimas entram em vigor neste sábado (5), enquanto as tarifas recíprocas individualizadas — as mais elevadas — passarão a valer a partir da próxima quarta-feira (9).

*Com Juliana Américo

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Editora-assistente
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
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