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Eternit recua após balanço apontar queda de 27,8% nas receitas do 2º trimestre

Investing.com Brasil - 16/08/2018 - 11:09

Por Investing.com – Em meio ao processo de recuperação judicial, e após a divulgação balanço do segundo trimestre do ano, as ações da Eternit (ETER3) iniciam a sessão desta quinta-feira na bolsa paulista com queda de 1,67% a R$ 0,59.

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A Coinvalores destaca que a companhia apresentou piora em seus números do período, com redução de 27,8% em sua receita líquida se comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Os analistas explicam que essa forte queda decorre do menor volume de vendas em seus segmentos de atuação.

O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 19,3 milhões, em função da baixa utilização da capacidade industrial, retração das vendas, menor participação do crisotila no faturamento, greve dos caminhoneiros e provisão de contingências tributárias, além de ser um trimestre sazonalmente mais fraco.

Dessa forma, a Eternit registrou prejuízo líquido de R$ 32,9 milhões, mesmo tendo apresentado melhora em seu resultado de equivalência patrimonial e no resultado financeiro. Além do pior desempenho reportado no período, a corretora lembra que a companhia está em recuperação judicial e irá fazer uma AGE no dia 27 de setembro em sua sede para deliberar o grupamento de ações, na proporção de três papéis para um.

A Suno Research destaca que dívida da Eternit, no segundo trimestre, era composta por 64% de moeda estrangeira e 36% de moeda nacional. A dívida em moeda estrangeira estava 100% protegida naturalmente com as operações de contas a receber das exportações do crisotila.

Para aqueles que não são acionistas da Eternit, os analistas sugerem que permaneçam de fora do negócio, visto que, hoje, a avaliação é de um investimento com um risco bastante elevado e, por conta disso, não há motivo algum para indicar a participação na companhia.

Histórico

O Plano de Recuperação Judicial estabelece os termos e condições para a reestruturação das dívidas concursais do Grupo Eternit. No fim de março, a empresa produtora de material para construção e suas controladas, com dívidas de cerca de R$ 229 milhões, entraram com pedido na Justiça de São Paulo.

Na época, o grupo contava com 1,7 mil funcionários, oito fábricas próprias, uma mineradora (amianto crisotila) e cinco filiais de venda, além de 15 mil revendedores em todo o Brasil.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu no fim de novembro do ano passado a extração, industrialização e comercialização do amianto variedade crisotila, produto largamente utilizado no país na fabricação de telhas e caixas d’água, considerado nocivo à saúde humana.

Com isso, a Eternit suspendeu as atividades da Mineradora Associados (Sama), que produz fibras de amianto crisotila, e da fabricante de fibrocimentos em Goiás.

No pedido de recuperação judicial, a Eternit disse que 25 por cento da receita do grupo é proveniente do uso do amianto, isto é da, da extração e comercialização de crisotila, bem como da produção e comercialização de produtos que contêm amianto.

A empresa também citou a persistente deterioração dos fundamentos da economia que afetaram “drasticamente os setores de construção civil e louças sanitárias, justamente os mercados atendidos pelo Grupo Eternit”.

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