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Estreando em Cannes

Opinião - 14/06/2018 - 20:47

Por Giovanna Ricci, jornalista que trabalha com propaganda há mais de uma década em grandes agências

Desde que foi aprovado meu credenciamento para realizar a cobertura do Festival de Cannes, eu não paro de pensar em tudo o que quero ver por lá. Essa é a minha primeira vez no festival de criatividade, que apesar dos “olhinhos virados” continua sendo o principal e mais desejado do mercado publicitário.

Mesmo atuando há muitos anos em agências, nunca rolou de eu ir para Cannes. Já fiz inscrições, revisei vídeo case, trabalhei no “backstage” das divulgações dos trabalhos premiados, fiz o “esquenta” (ou seja, PR para as peças se tornarem conhecidas, ganharem relevância e terem mais chances no Cannes Lions), até reservas de restaurantes para reuniões entre agências e prospects… mas essa vai ser a minha primeira vez in loco.

Minha expectativa é que seja bastante corrido, pois além de assistir os painéis, quero encontrar e conhecer pessoas. Estou montando minha agenda para multiplicar o tempo e não perder a chance de ver o máximo de coisas possíveis. Já sou bastante organizada com viagens, mas quando vai chegando perto, me torno quase obsessiva.

Vou para lá com o objetivo (de tentar) fazer uma leitura do mercado de comunicação, de (tentar) entender quais os novos rumos, de me alimentar da criatividade alheia para trazer o frescor que necessito para melhorar o meu desempenho.  

Quero saber como PR está sendo trabalhado ao redor do mundo. Qual é o país de mais se destaca e como é esse destaque. Mas o mais importante, será que o mercado já entendeu o que é PR e para que serve essa ferramenta?

 Acho “healthcare” a categoria mais difícil para explorar a criatividade. Será que os cases apresentados lá são apenas “peças de festival”?

Por ser o mercado mais distante da minha realidade, tenho muita curiosidade sobre a Asia. O perfil do consumidor é completamente diferente do nosso, dos latinos em geral, dos europeus e dos norte americanos. Como é a comunicação do outro lado do globo? Lembro de ter já visto cases de design, por exemplo, que começaram a ser explorados pelos ocidentais anos e anos depois.  

Quem são os novos talentos? Qual a futura geração dos publicitários, designers, profissionais de marketing, diretores de cena? De quem ouviremos falar nos próximos anos? O que eles tem pra apresentar e oferecer?  Vou acompanhar de perto categorias e sub festivais, como Young Lions, Future Lions e Young Director. 

Por fim, quero mapear como o mundo está olhando o perfil do consumidor? Como a publicidade está tratando seu “target”?  O que as marcas estão fazendo para chegar lá? Minha avó ainda assiste a novela, mas também se alimenta das redes sociais…

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