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Entenda o que são os Certificados de Operações Estruturadas (COE)

17/07/2019 - 11:40

Você já ouviu falar sobre os Certificados de Operações Estruturadas (COEs)? Regulamentado no Brasil em 2014, o COE é um produto de investimento que vem despertando o interesse dos investidores, mas que também gera muitas dúvidas.

Por se tratar de um investimento que envolve operações em renda fixa e renda variável, muitas pessoas ainda têm dificuldades em entender o que é e como funciona o COE. André Bona explica como funciona esta modalidade.

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é uma modalidade de investimento que combina ativos de renda fixa e renda variável de maneira a, normalmente, criar uma proteção para o investidor nos casos em que uma determinada posição de investimento ligada a estes certificados não seja positiva.

É possível, por exemplo, que o investidor invista em um COE posicionado em renda variável que permita o resgate do valor principal investido mesmo em situações nas quais as ações alvo desta estrutura estejam em queda no mercado financeiro.

Bastante semelhante às Notas Estruturadas – instrumentos de investimento populares nos Estados Unidos e Europa, os COEs são regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e costumam ser bastante ofertados por bancos e corretoras aos investidores. Para saber se este investimento vale a pena para você é fundamental entender como ele funciona.

Como o COE funciona?

Por se tratar de um título dinâmico e de estrutura complexa, o COE possui diferentes formações. Eles são criados a partir do que chamamos de operações estruturadas, montadas pelos bancos ou corretoras emissoras do título, e contam com um determinado prazo de vencimento – previamente definido no momento da montagem do COE.

Em geral, define-se também um valor mínimo para aplicação e se estabelece um cenário definido de ganhas e perdas, com ou sem capital inicial protegido. Seja qual for o caso, não há garantia de rentabilidade.

Um COE, por exemplo, pode ser estruturado de forma a oferecer ao investidor um rendimento fixo de, por exemplo, 20% caso o índice Ibovespa avance mais de 20% em um determinado período; se o Ibovespa se valorizar até 20% no período, o investidor poderá, por exemplo, receber um rendimento proporcional à valorização obtida. Por outro lado, se o Ibovespa recuar neste período ou se manter estável até o vencimento, o investidor poderá ter seu investimento inicial de volta – não tendo qualquer tipo de perda, mas nenhum ganho neste período.

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