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Entenda as diferenças entre investimentos pré e pós-fixados

Por Débora Duarte, do Yubb

Na hora de pesquisar onde investir seu dinheiro, diversos fatores são relevantes para fazer a escolha. Uma das características dos investimentos de Renda Fixa, por exemplo, é o fato de existirem os prefixados e os pós-fixados.

Se você está antenado no mundo das finanças, provavelmente já leu esses dois termos (inclusive aqui no Yubb!). Mas nem sempre é tão fácil entender a diferença entre os investimentos prefixados e os pós-fixados.

Esse é o seu caso? Não entende direito o que significa? Veja o infográfico abaixo, entenda melhor e siga lendo o nosso texto.

Mesmo se você nunca ouviu falar nisso, é importante, tá? É uma ótima hora para aprender =)

Yubb

A diferença nua e crua

Conceitualmente, a diferença é bem simples. Os prefixados são aqueles em que você conhece a rentabilidade no dia do investimento e aquilo não será alterado por nenhum fator externo. Ou seja, como o nome já diz, a rentabilidade está fixada previamente. Você já sabe que vai ganhar X % ao ano.

Por outro lado, só é possível saber a rentabilidade dos pós-fixados no dia do resgate, já que esses investimentos estão ligados a algum indexador. Isto é, como o nome já diz (de novo), a rentabilidade será fixada posteriormente. Você não sabe quantos % vai ganhar já que isso depende de um indexador externo.

É importante explicar que ser pré ou pós-fixado é uma característica e não um tipo de investimento. Tipos de investimento são CDB, LCI, LCA, Tesouro Direto e muitos outros. E os investimentos de Renda Fixa (como esses exemplificados) podem ser divididos entre prefixados ou pós-fixado – é um atributo.

Você também não pode se confundir achando que um rende mais que o outro ou que um é mais arriscado que o outro. São características dos investimentos que não podem ser comparadas dessa maneira. A diferença de rentabilidade e de risco dos dois depende do tipo de investimento que foi escolhido e não se ele é pré ou pós fixado.

Continua difícil? Fique tranquilo! Vamos desmembrar para você.

Os pós-fixados

A gente vai explicar os pós-fixados primeiro para ficar mais fácil de entender os prefixados depois. Como a gente disse, a rentabilidade desses investimentos é definida no dia do resgate e está diretamente vinculada a um indexador. “Mas como assim?”

Na realidade, é bem simples. Sabe quando você entra no Yubb, pesquisa um investimento e aparece o seguinte: “CDB do Banco X que rende 117% do CDI”?. Esse “do CDI” é o indexador que definirá a rentabilidade da sua aplicação.

No Brasil, os indexadores mais conhecidos são: CDI (Certificado de Depósito Interbancário), um título de empréstimo entre instituições financeiras; SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que é a taxa de juros determinada pelo Banco Central; IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o indicador oficial da inflação divulgado pelo IBGE; e IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), indicador de inflação divulgado pela FGV e conhecido por ser usado no reajuste de aluguéis.

Ou seja, o investimento pós-fixado terá sua rentabilidade vinculado à variação desses indexadores. Dessa forma, eles acabam acompanhando o momento da economia. Por exemplo: se as taxas de juros subirem, o indexador CDI também sobe por acompanhar a taxa de juros definida pelo Banco Central.

A gente pode colocar como exemplos desses investimentos: Tesouro Direto, CDB, LCI, LC ou LCA.

Os prefixados

Como a gente já explicou, os prefixados têm sua rentabilidade definida no dia da aplicação. Ao entrar no Yubb, os investimentos prefixados já vêm com o nome no título e sua devida porcentagem. “CDB da corretora X Prefixado a 9,09% ao ano”, por exemplo. Esse “9,09% ao ano” é a taxa rentabilidade anual. Dessa forma, você sabe exatamente que ganhará no vencimento 9,09% a cada ano investido.

“Nossa, então essa é a melhor opção! Já sei quanto eu vou ganhar, não preciso de indexador nenhum, certo?”

Errado! Ao fazer um investimento prefixado, a sua taxa de rendimento está congelada. Isso significa que, independentemente do momento do país, você ganhará aqueles X % ao ano.

Ou seja, se a taxa de juros do país subir, sua taxa congelada pode ser mais baixa que a inflação e, desse modo, você teria tido uma rentabilidade bem maior em um investimento pós-fixado.

Por isso é sempre interessante entender o momento em que a economia do país se encontra antes de realizar um investimento.

Exemplos desses investimentos são: Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs — se você reparou que os exemplos dos investimentos prefixados são iguais aos exemplos dos pós-fixados, isso ocorre porque todos esses investimentos podem ser pré ou pós-fixados mesmo!

Qual é o melhor?

Vamos lá! No mundo dos investimentos, é muito difícil (praticamente impossível) dizer o que é melhor ou o que é pior já que isso depende única e exclusivamente do perfil e necessidades do investidor.

Normalmente, os pós-fixados são a maior parte dos investimentos em renda fixa emitidos pelos bancos e financeiras. Então, é mais comum encontrar pós-fixados do que prefixados. Mas isso não significa que sejam melhores do que os pré. É mais uma característica dos bancos e financeiras quando querem captar recursos no mercado.  

Do outro lado da moeda, estão os prefixados. O investidor que quer saber exatamente quanto terá de rentabilidade do dia do vencimento, deve apostar nos prefixados. No entanto, é necessário tomar cuidado com a taxa de juros para não perder dinheiro em razão da inflação — o investimento prefixado nunca pode ser menor do que a inflação para você nunca perder dinheiro.

Como toda e qualquer aplicação, é necessário muita pesquisa no Yubb, comparação de tipos de investimento, simulações de rentabilidade… Não há melhor ou pior e sim o que encaixar mais para a vida financeira do investidor!


 

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