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Empiricus recomenda evitar IPO do Carrefour

Gustavo Kahil - 14/07/2017 - 21:02

Carrefour

A Empiricus Research não vê, no momento, motivos para comprar as ações do Carrefour (CRFB3) no IPO (Oferta Pública Inicial de Ações, na sigla em inglês) que terá o preço fixado no próximo dia 18 de julho, mostra um relatório enviado a clientes. O valor estimado pelos coordenadores da oferta está na faixa entre R$ 15 e R$ 19. A estreia está marcada para o próximo dia 20.

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O analista Bruce Barbosa admite que a empresa tem margens melhores e algumas diferenças positivas em relação ao concorrente Pão de Açúcar, como o banco Carrefour, mas explica que alguns riscos o impedem de indicar o pagamento do prêmio que o preço sugerido na operação traria na comparação com as ações do seu principal competidor.

Concorrência

“O mercado assume que o varejo de alimentos é resiliente a crises econômicas, mas vimos uma forte queda de margens no Pão de Açúcar na crise. O Carrefour pode ter mostrado maior resiliência por ter foco maior no atacado (consumidor migrou de formato)”, considera. Além disso, a Empiricus vê o Pão de Açúcar recuperando margens após o tombo na crise.

Ele ressalta que, no atacado, a concorrência com o Assaí, do Pão de Açucar, vem se acirrando com o ritmo acelerado de abertura de lojas ao longo dos últimos anos. O atacado do Carrefour, representado pelo Atacadão, é a jóia da varejista.

Riscos

A consultoria aponta ainda que a venda das ações do fundo Península, do empresário Abílio Diniz, pode ser um ponto de preocupação no futuro. “Afinal, para um investimento de longo prazo, a Península entrou no capital de Carrefour apenas em 2014”, diz Barbosa. Ou seja, em algum momento a sócia irá a mercado vender a sua participação.

Outro ponto que incomoda a Empiricus é a falta de clareza sobre o pagamento de royalties para a controladora francesa. “O prospecto comenta pouco sobre e os valores (0% e 0,125% das vendas líquidas do segmento Varejo) podem impactar bastante a rentabilidade do minoritário no futuro”, destaca.

Por fim, a consultoria aposta que a baixa demanda dos investidores poderá fazer com que a oferta saia no piso, ou abaixo, do proposto na oferta como resultado do “alto preço demandado”.

 

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