Embraer (EMBR3) expande serviços nos EUA; empresa é ‘top pick’ do Santander
Comunicado da Embraer (EMBR3), desta quarta (20), anuncia uma expansão significativa nas suas operações de serviços de manutenção nos Estados Unidos.
Segundo o texto, a empresa está dobrando sua capacidade de atendimento em serviços de manutenção para aviação executiva, adicionando três instalações de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) em Dallas Love Field (Texas), Cleveland (Ohio) e Sanford (Flórida). A empresa afirma que a expansão visa apoiar o crescimento contínuo da base de clientes de jatos executivos da Embraer.
Frank Stevens, Vice-Presidente de Serviços de MRO da Embraer Serviços & Suporte, diz que isso proporcionará capacidades adicionais e já prontas para utilização. Isso assegura que a Embraer está preparada para atender seus clientes e crescer estrategicamente nos próximos anos.
Além disso, a Embraer também planeja aumentar substancialmente sua rede de resposta móvel para 28 equipes e expandir suas capacidades, incluindo acesso a serviços de interior, pintura e reparos de componentes. O início do serviço nas três novas localidades está programado para o segundo trimestre de 2024.
Atualmente, a Embraer possui três centros de serviços próprios nos Estados Unidos, dedicados a seus clientes de jatos executivos, localizados em Mesa (Arizona), Melbourne e Fort Lauderdale, ambos na Flórida. A empresa também conta com 24 centros de serviços autorizados para seus jatos executivos no país.
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Embraer cai na bolsa, mas segue recomendada
A ação da fabricante de aviões apresentou queda de 1,28% no fechamento desta quarta-feira. Segundo a XP Investimentos, o movimento é “de realização de lucros após rali forte desde outubro”. Desde aquele mês, a ação saltou 30%.
Ela segue recomendada pelo Santander. Em relatório de 17 de dezembro, a companhia foi uma das ‘top picks’ do setor de bens de capital e conglomerados.
No documento, os analistas afirmam que a Embraer deve seguir crescendo. Eles destacam o projeto eVTOL da Embraer (equipamento que deve operar como um carro voador) e esperam impactos significativos nas finanças da empresa até 2030.
A análise aponta riscos como a intensa concorrência do setor, variações na economia global, oscilações cambiais, possíveis atrasos nas entregas de aeronaves e mudanças no tráfego aéreo, enfatizando a complexidade e o dinamismo do mercado aeroespacial.