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Em qual ação investir na Bolsa: JBS, Marfrig ou BRF?

Investing.com Brasil - 29/11/2018 - 14:57

Gado

Por Investing.com – Em relatório que avalia o setor de proteína animal no Brasil nos últimos dez anos, o BTG Pactual atualizou a recomendação das ações da JBS (JBSS3) para Compra, mantendo Marfrig (MRFG3) em Compra e BRF (BRFS3) como neutra. A recomendação é por acrescentar um pouco mais de ações de empresas do setor no portfólio.

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O preço-alvo da JBS foi elevado de R$ 11,50 para R$ 15,00, da Marfrig de R$ 6,20 para R$ 8,50 e da BRF de R$ 22,10 para R$ 25,00.

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JBS

JBS

Na visão dos analistas do banco, a elevação para Compra de JBS se dá devido à dinâmica de lucros que segue crescendo muito, impulsionada pelas grandes melhorias de governança corporativa. Para eles, os papéis estão com uma avaliação descontada.

Eles destacam que, por muito tempo os ativos são negociados com um grande desconto para o valor justo, com os investidores constantemente considerando os riscos de governança corporativa que levaram as ações a ignorar todo o seu potencial de valor.

A equipe acredita que os riscos ainda existem, mas entendem que as melhorias que a JBS conseguiu oferecer em termos de consistência, governança corporativa e, acima de tudo, o senso de urgência na redução dos riscos do balanço patrimonial merece ser destacados.

Marfrig

Para Marfig, o banco manteve a recomendação com as expectativas de que o forte impulso da carne continuará a se mostrar. Os analistas enxergam como uma das empresas mais bem posicionadas para aproveitar um cenário de melhoria para o setor de proteínas.

A aquisição de 51% da National Beef no segundo trimestre por US$ 969 milhões, combinada com a venda da Keystone Foods por US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, levou a empresa não apenas a reformular sua estrutura de ativos e aumentar seu foco em carne bovina, mas também o levou a atingir o menor índice de alavancagem na indústria para ~ 2,2x no final do ano.

Para o BTG, em outras palavras, a Marfrig está focada em ser uma empresa mais simples (em termos de base de ativos e operacionais) e mais focada (em termos de criação de valor para os acionistas). Com uma estrutura ótima de ativos em mãos, com uma equipe experiente para gerenciar os negócios de carne bovina na América do Sul e nos EUA, a Marfrig apontou seu ex-CFO como seu novo CEO. Para a equipe, a ideia é garantir operações mais eficientes, reduzindo a alavancagem (mantendo-a abaixo de 2,5-3,5x dívida líquida / EBITDA pactuada no acordo de acionistas do BNDES) e priorizando o crescimento orgânico (buscando agregar mais valor aos produtos) sem fazer mais aquisições.

BRF

A perspectiva do BTG para a BRF é mais forte hoje do que há alguns meses, mas ainda não está boa. Os analistas destacam que a empresa está em estágio avançado de seu processo de desinvestimento, que, combinado com iniciativas para liberar capital de giro, deve proporcionar um impulso de liquidez muito necessário, que pode chegar a R$ 5 bilhões.

A equipe ainda acredita que há riscos para esse número, mas também acredita que o valor estratégico das marcas argentinas da BRF e seus negócios eficientes na Tailândia sugerem que a BRF ainda pode levantar mais de R$ 4 bilhões no processo.

Além disso, o banco também destaca o senso de urgência da nova equipe de gestão, que está se esforçando para abordar a chamada “lista tríplice”, que acredita representar os principais desafios da BRF desde a turbulência que atingiu a empresa no passado recente: (i) abordar o volume de negócios e a redução da margem bruta; (ii) reduzir e estabilizar o giro gerencial; e (iii) reduzir o endividamento.

Setor

O BTG avalia que nos últimos dez anos o setor viveu maus momentos, com o período sendo considerado um desastre em termos de retorno aos acionistas. Por outro lado, a equipe destaca elementos que sinalizam uma melhora no risco, considerando as recentes oscilações cambiais e de commodities e, principalmente, o crescente foco das empresas no fluxo de caixa em oposição ao crescimento.

Os analistas acreditam que agora o foco das empresas não é mais o crescimento, com o case de investimento perto de um ponto de virada devido a importante posição dos minoritários nas empresas menos alavancadas.

Na última década, as receitas combinadas do setor cresceram 8 vezes, impulsionadas por 84 aquisições, mas o índice médio de alavancagem de 3,3 vezes deixou pouco espaço para os acionistas.

Agora, com todas as empresas seguindo explicitamente a orientação por um crescimento mais suave e com um foco maior no pagamento de dívidas, a entrega de retorno aos acionistas deve se tornar uma prioridade máxima. Assim, o BTG acredita que o setor poderia finalmente desencadear o potencial de valor que os investidores esperaram pacientemente por uma década.

Neste contexto, o banco acredita que o timing é atraente, uma vez que vê ciclos de commodities e oscilações cambiais suportando um impulso de ganhos mais forte nos próximos 12 meses. Na frente da carne bovina, acredita que a exposição do setor da JBS e da Marfrig no Brasil e nos EUA deve continuar garantindo margens acima do normalizado, impulsionadas por um ciclo de gado altamente favorável.

Na avicultura, o entendimento é que o pior já passou, e que BRF e JBS devem começar a colher os benefícios dos recentes cortes de oferta e maior disciplina de preços. Juntamente com um efeito cambial mais favorável, isso sugere forte dinâmica de ganhos.

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