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Eletrobras: Veja quem votou a favor e contra a privatização no Senado

Gustavo Kahil - 17/10/2018 - 12:26
Jefferson Rudy/Agência Senado

A rejeição da proposta de privatização das distribuidoras da Eletrobras (ELET3) pelo Senado na noite de terça-feira (17) levou a um enorme impacto nas ações da estatal hoje, cuja queda chegou a 12% ao longo do dia. Além disso, o efeito se amplia para todo o setor.

O Ministério do Planejamento disse que há risco de insegurança jurídica no caso das duas distribuidoras ainda não leiloadas (do Amazonas e de Alagoas), que estão sem contrato de concessão vigente. Outras quatro distribuidoras já foram leiloadas: as dos estados do Piauí, Acre, Rondônia e de Roraima.

A empresa disse em um fato relevante que está “avaliando os efeitos de tal rejeição para o Plano de Negócios em curso”.

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A votação não precisaria ser nominal, porém a oposição pediu a verificação do quórum, fazendo com que a votação passasse de simbólica para individual – quando cada senador precisa votar por meio do sistema eletrônico. O painel, então, mostrou 34 senadores contrários à matéria e apenas 18 favoráveis.

Racha

Apesar de a orientação do Governo ser de voto favorável, a infidelidade foi grande no próprio MDB. Os senadores Airton Sandoval (SP), Dario Berger (SC), Edison Lobão (MA), Eduardo Braga (AM), Marta Suplicy (SP), Simone Tebet (MS), Valdir Raupp (RO) e Waldemir Moka (MS) foram contrários à pauta. ” O povo do meu estado não quer essa privatização. Como o Senado pode votar um projeto que penaliza o povo do Amazonas?”, destacou Braga.

Do lado do sim, votaram os parlamentares Fernando Coelho (PE) – ex-ministro de Minas e Energia -, Garibaldi Alves Filho (RN) e João Alberto Souza (MA). “Esta matéria tem outros assuntos relevantes, como o risco hidrológico e o fim de questões que estão judicializadas. É importante a Casa deliberar”  disse Coelho, negando que o projeto acabaria com o programa federal Luz para Todos.

No próprio PSDB, em que a bancada foi incentivada a votar favoravelmente, os senadores Cássio Cunha Lima (PB), Eduardo Amorim (SE) e Ricardo Ferraço (PSDB) não seguiram a liderança. Já Dalirio Beber (SC), Flexa Ribeiro (PA), José Serra (SP) e Paulo Bauer (SC) respeitaram a decisão.

Confira, abaixo, a lista completa dos votos e orientações:

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