Economia

É improvável que Selic feche ciclo de alta abaixo de 15%, afirma XP Investimentos

03 abr 2025, 15:53 - atualizado em 03 abr 2025, 15:54
banco central selic
(Imagem: Reuters/Ueslei Marcelino)

A XP Investimentos espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a Selic até o patamar de 15,50% ao ano, após aumentos de 0,75 ponto percentual (p.p.) em maio e 0,50 p.p. (p.p) em junho. No entanto, se o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerar mais do que o esperado, os diretores podem optar por interromper o ciclo de alta antes.

Ainda assim, o economista-chefe Caio Megale defende, em relatório divulgado nesta quinta-feira (3), que é improvável que a taxa de juros terminal fique abaixo de 15%.

Na comunicação recente, o Copom destacou “as defasagens inerentes ao ciclo monetário em curso”. Para a XP, isso significa que, após alcançar o intervalo de 15% a 15,50%, o Comitê fará uma pausa para avaliar os impactos do ajuste monetário já implementado sobre a atividade econômica e a inflação.

A resposta do Banco Central ao cenário inflacionário tem sido firme. Em março, o Copom implementou a terceira e última parcela do ajuste de 3 p.p. anunciado em dezembro, elevando a Selic para 14,25%. O movimento surpreendeu o mercado, mas, mesmo assim, as expectativas de inflação continuam acima da meta no curto e médio prazos.

Segundo Megale, um dos fatores que mantêm a pressão inflacionária é o fiscal, que tende a compensar parte dos efeitos da política monetária restritiva. Como reflexo, as projeções da XP para o crescimento econômico e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram revisadas para cima.

A casa elevou perspectiva para o IPCA em 2026 de 4,5% para 4,7%, devido ao impacto da reforma do Imposto de Renda. Já as apostas para o PIB brasileiro de 2025 e 2026 subiram de 2% para 2,3% e de 1% para 1,5%, respectivamente.

Para 2026, o economista-chefe indica que o Copom iniciará gradualmente o ciclo de cortes na taxa de juros. As projeções indicam que, até meados do próximo ano, as expectativas de inflação para 2027 estarão mais alinhadas com a meta de 3%, permitindo que a Selic caía para 12,50%.

A evolução do cenário econômico, no entanto, dependerá das sinalizações da política fiscal, especialmente diante das eleições presidenciais.

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editora-assistente
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
giovana.leal@moneytimes.com.br
Linkedin
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
Linkedin
Giro da Semana

Receba as principais notícias e recomendações de investimento diretamente no seu e-mail. Tudo 100% gratuito. Inscreva-se no botão abaixo:

*Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar