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Dólar sobe a R$ 5,69 na expectativa de tarifas de Trump

02 abr 2025, 17:03 - atualizado em 02 abr 2025, 17:10
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O dólar à vista operou instável e encerrou a sessão em leve alta com os investidores à espera do 'tarifaço' de Trump (Imagem: Getty Images/ Canva Pro)

O dólar à vista (USDBRL) seguiu na expectativa pelo ‘tarifaço’ de Trump e operou instável durante toda a sessão. Nesta quarta-feira (2), a divisa norte-americana encerrou as negociações a R$ 5,6967, com alta de 0,25%. 



O movimento destoou a tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,43%, aos 103.826 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

As tarifas de importação dos Estados Unidos continuaram a elevar o temor pela escalada da guerra comercial. Ainda hoje (2), o chamado “Dia da Libertação”, o presidente Donald Trump deve anunciar novas tarifas recíprocas a países que são parceiros comerciais.

O Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos EUA, divulgou que as tarifas de 25% sobre automóveis devem entrar em vigor amanhã (3). Já as taxas, de mesma alíquota, sobre as peças de veículos entram em vigor em 3 de maio.

Até agora, Trump já implementou tarifas de 20% sobre produtos chineses, tarifas de 25% nas importações de aço e alumínio e tarifas de 25% sobre mercadorias de Canadá e México que desrespeitem as regras de um acordo comercial da América do Norte.

Nas semanas anteriores, o presidente norte-americano ameaçou taxar em 25% os países que comprarem petróleo e gás natural da Venezuela. Ele também prometeu tarifas de 25% sobre importações de automóveis, que devem entrar em vigor em 3 de abril.

Por aqui, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o anúncio de tarifas dos EUA preocupa o Executivo. Por outro lado, ela disse que o governo está “calmo, porque sabe usar a diplomacia para lidar com momentos como estes”.

Em linhas gerais, as taxas de importação devem impactar a inflação nos EUA e, consequentemente a política monetária da maior economia do mundo. Além disso, as medidas podem afetar o comércio mundial, lucros corporativos e o crescimento global — o que têm deixado os mercados globais em estado de alerta.

*Com informações de Reuters 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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