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Cotações por TradingView
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Diversidade de gênero resulta em valorização das ações de empresas, afirma pesquisa

Bloomberg - 17/09/2019 - 13:44
Em estudo publicado nesta terça-feira pela Stanford Graduate School of Business, pesquisadores descobriram que os preços das ações subiram quando as empresas divulgaram diversidade de gênero acima do esperado (Imagem: Bloomberg)

Em 2014, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos fizeram algo surpreendente: disseram ao mundo que empregavam poucas mulheres. Os homens representavam 70% da força de trabalho do Google; no Facebook, Apple e Twitter, a proporção era semelhante. O mix era ainda mais desigual no alto escalão e em funções técnicas.

A maior parte do mundo corporativo passou a acreditar que a diversidade da força de trabalho favorece o lucro, e as empresas de tecnologia esperavam que sua nova transparência levasse a uma maior igualdade. Não foi o que aconteceu. Mas novas pesquisas sugerem que os investidores estavam prestando atenção.

Em estudo publicado nesta terça-feira pela Stanford Graduate School of Business, pesquisadores descobriram que os preços das ações subiram quando as empresas divulgaram diversidade de gênero acima do esperado; mas as cotações caíram quando as empresas anunciaram dados demográficos que desapontaram.

O mesmo padrão ocorreu quando os acadêmicos avaliaram empresas financeiras. Um experimento de laboratório demonstrou as mesmas tendências, e os participantes relataram várias crenças que explicavam por que eram mais propensos a investir em empresas com mais diversidade de gênero.

O Google foi o primeiro a publicar os números e, após considerar outros fatores, os pesquisadores calcularam que a ação da empresa caiu 0,39 ponto percentual depois da notícia. Os especialistas projetaram que, se o Google tivesse informado que as mulheres representavam 31% de sua força de trabalho, em vez de 30%, poderia ter aumentado seu valor de mercado em US$ 375 milhões. “Esta é uma resposta significativa”, disse Margaret A. Neale, uma das pesquisadores e professora em Stanford.

Os pesquisadores também usaram o Google como referência para ver como o mercado reagia quando as empresas divulgavam mais ou menos diversidade em comparação com um líder do setor. O preço das ações foi “afetado fortemente” quando as empresas eram comparadas ao Google, segundo a pesquisa. Uma empresa de tecnologia cuja força de trabalho era 1 ponto percentual mais diversa do que a do Google registrou, em média, uma valorização de 1,91% das ações no curto prazo.

Depois do primeiro ano de divulgação dos relatórios de diversidade, as ações não reagiram muito, o que Neale atribui ao fato de que a demografia não havia mudado significativamente. “A má notícia já havia sido precificada na ação“, disse Neale.

Depois, os pesquisadores voltaram a atenção para bancos e empresas financeiras. Eles usaram dados de 50 instituições financeiras compartilhados com o Financial Times em 2017. Grandes bancos pareciam ser mais igualitários do que as empresas de tecnologia: as mulheres representavam 54,4% dos funcionários do JPMorgan Chase, segundo o relatório; no Bank of America, a força de trabalho se dividia igualmente. Empresas sem presença no varejo, como Morgan Stanley, são menos diversas.

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Os pesquisadores descobriram que ações de companhias com maior diversidade de gênero subiram em relação às empresas que informaram ter menos mulheres, a mesma tendência vista no setor de tecnologia.

As descobertas iniciais não explicaram por que os investidores reagiram positivamente às empresas com mais equilíbrio de gênero; portanto, os pesquisadores criaram um terceiro estudo de laboratório para tentar analisar os motivos. No estudo, simularam o experimento do relatório de diversidade, dando um dólar aos participantes para investir em empresas com base em seus anúncios de diversidade. Como observaram em finanças e tecnologia, os participantes estavam mais dispostos a investir em empresas com mais igualdade de gênero.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 17/09/2019 - 13:44