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Direto de Cannes: General Mills em transformação – Um vidro de iogurte como decoração?

Opinião - 20/06/2019 - 17:59
Cheerios, uma das marcas da linha de cereais, por exemplo, em vez de dar caixas gratuitas para o consumidor, passou a dar caixas gratuitas para pessoas que realmente necessitavam de uma doação

Por Giovanna Ricci – Jornalista com expertise em propaganda há mais de uma década em grandes agências 

A General Mills promoveu uma palestra em Cannes sobre a transformação do mercado. Explicou cases de criação de produtos, como  o yogurt OUI, cuja embalagem é de vidro e pode ser reaproveitada como enfeite de casa, por exemplo. Mas falou também sobre a mudança na abordagem de seus produtos, uma vez que o que funcionava há tempos atrás, deixou de cativar os consumidores.

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Cheerios, uma das marcas da linha de cereais, por exemplo, em vez de dar caixas gratuitas para o consumidor, passou a dar caixas gratuitas para pessoas que realmente necessitavam de uma doação.

E a estratégia deu certo. Outra marca de cereais, Kernza, surgiu a partir desses novos movimentos que buscavam motivar os consumidores por meio de propósitos. No caso desse cereal era a “volta das abelhas” para o habitat… afinal, elas fazem parte de uma cadeia importante e não podem ser extintas.

Mas como uma empresa com mais de 150 anos e uma linha de produtos gigantesca faz para se modernizar? A própria companhia se definiu como um elefante numa sala…

Cannes
“Pelo o que vi durante o painel, o resultado dessa experiência tem sido bom para a marca e bom para o negócio” (Imagem: Giovanna Ricci)

A estratégia usada pela marca foi cortar o “bullshit”. E o trabalho de mudança exigiu muito de toda a empresa. Curiosidade, disrupção e experimentação, foram as palavras de ordem. Afinal, trata-se de uma marca gigante, com muitas submarcas e uma infinidade de consumidores.

Para alcançar o objetivo, optaram pelo “no bullshit” nas aprovações, estabeleceram uma “an & culture” (cultura de co-criação com o consumidor) e por fim, um ambiente seguro para a criatividade de seus colaboradores.

A ideia seria dar aos consumidores o que eles querem, mas também traze-los para o processo, ouvi-los e assim seguir a tendência de co-criação, para que no lugar da interrupção, surgisse a experiência.

Pelo o que vi durante o painel, o resultado dessa experiência tem sido bom para a marca e bom para o negócio.

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Última atualização por Gustavo Kahil - 20/06/2019 - 18:05