Internacional

Dia da libertação: Veja os países mais e menos atingidos pelo tarifaço de Trump

02 abr 2025, 18:27 - atualizado em 02 abr 2025, 18:27
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Presidente dos EUA, Donald Trump 20/01/2025 REUTERS/Carlos Barria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira a imposição de tarifa, como o premedito.

As taxas abrangentes erguerão novas barreiras ao redor da maior economia consumidora do mundo, revertendo décadas de liberalização comercial que moldaram a ordem global.

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Espera-se que os parceiros comerciais respondam com contramedidas próprias que podem levar a preços mais altos para tudo, de bicicletas a vinho.

“É a nossa declaração de independência”, disse Trump em um evento no Rose Garden da Casa Branca.

Trump exibiu uma tabela que listava as tarifas recíprocas, incluindo 34% sobre a China e 20% sobre a União Europeia e 10% para o Brasil, como resposta às tarifas impostas aos produtos norte-americanos.

Veja os países taxados:

  • 49% para o Camboja,
  • 46% para o Vietnã,
  • 34% para a China,
  • 32% para Taiwan,
  • 31% para a Suíça,
  • 30% para a África do Sul,
  • 26% para a Índia,
  • 25% para a Coreia do Sul,
  • 24% para o Japão,
  • 20% para a União Europeia e
  • 10% para o Reino Unido.

Outros detalhes não ficaram imediatamente aparentes, pois Trump continuou a fazer comentários que ecoaram suas reclamações de longa data de que os trabalhadores e as empresas dos EUA são prejudicados pelo comércio global.

A incerteza tem abalado mercados financeiros e as empresas que dependem de acordos comerciais que estão em vigor desde 1947.

O governo disse que as novas tarifas entrarão em vigor imediatamente após o anúncio de Trump, embora ainda não tenha publicado o aviso oficial necessário para a aplicação.

No entanto, o governo publicou um aviso oficial de que um conjunto separado de tarifas sobre as importações de automóveis que Trump anunciou na semana passada entrará em vigor a partir de 3 de abril.

Trump já impôs tarifas de 20% sobre todas as importações da China e tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio e as estendeu a quase US$150 bilhões em produtos derivados.

Seus assessores dizem que as tarifas devolverão aos Estados Unidos capacidades de fabricação estrategicamente vitais.

Mas economistas alertaram que as tarifas poderiam desacelerar a economia global, aumentar o risco de recessão e elevar em milhares de dólares o custo de vida de uma família norte-americana média. As empresas têm reclamado que a enxurrada de ameaças de Trump tem dificultado o planejamento de suas operações.

As preocupações com as tarifas já desaceleraram a atividade manufatureira em todo o mundo, ao mesmo tempo em que estimularam as vendas de automóveis e outros produtos importados, já que os consumidores correm para fazer compras antes que os preços subam.

Os mercados financeiros estavam voláteis enquanto os investidores aguardavam o anúncio de Trump. O mercado acionário dos EUA perdeu quase US$5 trilhões em valor desde fevereiro.

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reuters@moneytimes.com.br
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