Economia

Desobstruir canais da política monetária é desafio que demanda reformas, diz Galípolo

02 abr 2025, 15:24 - atualizado em 02 abr 2025, 15:25
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(Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O trabalho para desobstruir os canais de transmissão da política monetária para a economia no Brasil não envolve uma bala de prata e vai demandar uma série de reformas longas, disse nesta quarta-feira (2) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Em evento de celebração pelos 60 anos do BC, Galípolo voltou a afirmar que a fluidez desses canais de transmissão não funciona tão bem no Brasil quanto em outras economias, citando entre os fatores o sistema de créditos subsidiados no país.

“Desobstruir esses canais, normalizar esses canais para que a gente possa ter doses menores do remédio fazendo o mesmo efeito no paciente, é um desafio, acho que geracional”, disse.

“A gente não vai conseguir ter alguma solução que é uma bala de prata. Isso vai demandar uma série de reformas longas, muitas vezes parte delas fora do que é o mandato do Banco Central”, acrescentou.

Ao elevar a taxa Selic a 14,25% ao ano em março, o BC reafirmou a relevância da manutenção de canais de política monetária desobstruídos e sem elementos mitigadores para sua ação.

Analistas têm questionado ações adotadas pelo governo que podem estimular a economia, dificultando o trabalho do BC de arrefecer a atividade em busca de domar a inflação. Entre as ações estão uma liberação de saques do FGTS e o lançamento de um programa de estímulo ao crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

Em seu discurso, Galípolo ainda reforçou que o cabe ao BC tomar suas decisões de maneira independente, técnica e objetiva.

Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo respeita a autonomia da autoridade monetária e dará subsídios para análises e tomadas de decisão.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também aclamou a autonomia do BC, dizendo esperar que a inflação recue nos próximos 60 dias, abrindo espaço para que a autarquia corte a Selic no segundo semestre, “um pouquinho antes do imaginado”.

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reuters@moneytimes.com.br
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