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Depois de vender mais de US$ 1 bilhão em bitcoin (BTC), MARA Holdings demite 15% dos funcionários

06 abr 2026, 8:11 - atualizado em 06 abr 2026, 8:11
MARA Holdings, a maior mineradora de bitcoin (BTC) listada em bolsa e com maior caixa em BTC (Imagem Divulgação)
MARA Holdings, a maior mineradora de bitcoin (BTC) listada em bolsa e com maior caixa em BTC (Imagem Divulgação)

A mineradora de bitcoin (BTC) de capital aberto MARA Holdings reduziu sua força de trabalho em 15% poucos dias após vender US$ 1,1 bilhão na criptomoeda, de acordo com uma reportagem da Blockspace Media.

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Citando fontes familiarizadas com o assunto, a publicação informou que os cortes afetam funcionários de vários departamentos e que também podem eventualmente impactar prestadores de serviço da empresa.

“A MARA continua focada em executar sua evolução estratégica de uma mineradora de bitcoin ‘pure-play’ para uma empresa de energia e infraestrutura digital”, disse um porta-voz da companhia ao portal Decrypt.

“À medida que nossa empresa evolui, nossas operações e o foco de alocação de recursos também precisam evoluir. Tendo isso em mente, como parte de nossa estratégia mais ampla de crescimento, tomamos a difícil, porém necessária, decisão de reduzir nossa equipe em aproximadamente 15%”, acrescentou.

De acordo com um memorando interno analisado pela Blockspace, o CEO da empresa, Fred Thiel, indicou que a decisão não foi “puramente financeira — e é estratégica”.

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“Como temos compartilhado em nossos anúncios recentes com a Starwood e a Exaion, estamos direcionando a empresa para um novo caminho”, afirmou. “Isso significa que a estrutura da nossa equipe precisa mudar junto.”

Mudança de estratégia da MARA Holdings ou crise nas criptomoedas?

Os comentários de Thiel fazem referência à mudança estratégica da empresa em direção a data centers voltados para inteligência artificial e ao suporte de capacidade computacional para inteligência artificial (IA), destacando a recente parceria com a plataforma de desenvolvimento de data centers da Starwood Digital Ventures e o investimento na Exaion, empresa que desenvolve e opera data centers na Europa.

Vale citar que a mineradora de BTC e que também tem capital aberto, a Riot Platforms, se desfez de mais de US$ 250 milhões em BTC durante o primeiro trimestre do ano, anunciou a empresa na última quinta-feira (3).

Assim como outras mineradoras de bitcoin, a MARA tem feito uma mudança estratégica para atender à demanda por inteligência artificial e computação de alto desempenho, ampliando seu foco para além do principal criptoativo.

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Recentemente, a empresa anunciou a venda de aproximadamente 15.000 BTC — mais de US$ 1,1 bilhão — o que permitiu recomprar dívida conversível e fortalecer sua posição financeira.

Essa venda ocorreu após a aprovação de uma decisão estratégica que passou a permitir a venda de Bitcoin diretamente do balanço patrimonial da empresa, e não apenas dos BTC minerados em suas operações.

As ações da MARA encerraram a quinta-feira em alta de mais de 8%, sendo negociadas a US$ 8,71. No entanto, acumulam queda superior a 53% nos últimos seis meses, acompanhando a desvalorização do Bitcoin, que caiu quase 47% desde sua máxima histórica de US$ 126.080 para cerca de US$ 67 mil.

A MARA está longe de ser a única empresa de cripto a reduzir seu quadro de funcionários nos últimos meses. O caso mais notável foi o da Block, empresa alinhada ao Bitcoin de Jack Dorsey, que cortou mais de 4.000 empregos em fevereiro.

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Outras empresas do setor que também realizaram demissões recentes incluem Gemini, Crypto.com, Algorand Foundation e OP Labs. Em alguns casos, como Block e Gemini, as empresas citaram o uso crescente de ferramentas de IA para compensar a redução no número de funcionários.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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