De volta à era dourada: Big Tech pode buscar máxima histórica e disparar 49,5%, diz BBA; veja o BDR campeão para setembro
Poucas empresas se deram tão bem quanto a Amazon nos anos da pandemia. O maior tempo em casa levou as pessoas a adquirir hábitos de consumo essencialmente digitais, impulsionando vigorosamente as duas principais linhas de negócio da companhia.
São eles: o e-commerce e o serviço de computação em nuvem da companhia, designado Amazon Web Service (AWS).
O crescimento robusto em receitas e lucros durante o biênio 2020-2021 levou o papel da companhia fundada por Jeffrey Bezos a buscar máximas históricas em junho de 2021, acima dos US$ 185.
A época dourada da Amazon inspirou o comediante americano Bo Burnham a compor uma música com menos de um minuto de duração, mas que parte de uma surpreendente construção épica. Chamada de Bezos I, a canção compõe o viralizado musical Burnham: Inside, feito inteiramente na casa do comediante para a Netflix.
À parte da dose de ironia, é difícil não se deixar embalar com a melodia elaborada por Bunham para acompanhar versos pegajosos: “CEO, empresário, nascido em 1964, Jeffrey, Jeffrey Bezos, (…) nos diga o porquê, nos mostre como, olhe de onde você veio e olhe você agora”.
Dois anos depois do auge da empresa, os analistas voltam a ter o que poderia ser chamado de um “momento Bo Burnham”. O BDR da super varejista americana foi o mais indicado nas carteiras para setembro, replicando o favoritismo do mês de agosto.
De acordo com o levantamento do Money Times, foram nove indicações para a empresa de Jeff Bezos, contra sete de Microsoft e Apple. Completam o ranking das cinco mais recomendadas para o mês a controladora do Google, Alphabet, e o bancão JP Morgan, cada uma com cinco indicações.
Vamos lá Jeffrey, pegue-os: Amazon é top pick do Itaú BBA
O Itaú BBA é uma das casas de análise que se fascinam com o momento atual da Amazon. Os especialistas que assinam o documento criticam o “conservadorismo” exagerado do mercado com relação à ação, citando o grande número de analistas que ainda permanecem fora da ação.
Para o Itaú BBA, o consenso do mercado está simplesmente errado. O banco prevê um potencial de valorização de 49,5% da ação até o fim de 2024, o que levaria o papel a uma nova máxima inédita, de US$ 200; o novo ciclo de alta seria motivado por um Ebit (lucro antes de juros e taxas) de nada menos do que US$ 55 bilhões, bem acima dos US$ 43 bilhões imaginados em Wall Street.
“O balanço do segundo trimestre da Amazon foi um ponto de inflexão. Ao efetivamente cortar custos e otimizar recursos, a Amazon agora está testemunhando um crescimento forte em receitas e lucros, com vendas subindo 11% na comparação anual, para US$ 83 bilhões na base anual”, analistas pontuam.
Para o Itaú BBA, a parte mais brilhante do balanço foi a melhora da AWS. “Embora contribua apenas com 16% de toda a receita, o segmento de nuvem responde por mais de 50% do lucro operacional da Amazon.”
Ou seja, quando o negócio de nuvem vai bem, tanto melhor para a ação da empresa. É nisso que os analistas do Itaú BBA creem para os próximos trimestres, estampando o selo de “top pick” (preferida) para a big tech.
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BDR de JP Morgan é a novidade para setembro
Além da dominância da Amazon nas indicações, a novidade nas carteiras para setembro em relação ao ‘top 5’ de agosto é a entrada do JP Morgan (JPM).
O “bancão” americano substitui a Coca-Cola, que possuía cinco indicações em agosto, para ser o único representante não tecnológico dos BDRs mais recomendados.
Para o BTG Pactual, que estampa o banco como a melhor escolha do setor financeiro americano, números trimestrais divulgados em julho pelo JPM foram de alta qualidade. Além disso, a estratégia de gerir o banco como uma “fortaleza” traz ótimos resultados em momentos de maior volatilidade, defende.
Empresas | Ticker | Indicações | Setor | Alta acumulada em 2023 (%) |
---|---|---|---|---|
Amazon | AMZO34 | 9 | Tecnologia/Comunicação | 47,92% |
Microsoft | MSFT34 | 7 | Tecnologia | 29,59% |
Apple | AAPL34 | 7 | Tecnologia | 30,09% |
Alphabet | GOOG34 | 6 | Tecnologia/Comunicação | 41,39% |
JP Morgan | JPMC34 | 5 | Financeiro | 0,59% |
Levantamento de BDRs
O levantamento foi realizado com base em informações de carteiras recomendadas de BDRs divulgadas por 12 instituições. Para setembro, foram indicados 51 ativos, somando 100 recomendações.
Participaram do levantamento: BTG Pactual, Empiricus Research, Genial, Guide, Inter, Levante, MyCap, Órama, Santander, Safra, PagBank e Terra.