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Cotação do ouro recua por conta de incertezas com reforma tributária nos EUA

Investing.com Brasil - 14/11/2017 - 12:37

Investing.com – Preços do ouro continuavam a cair nesta terça-feira enquanto a ausência de progresso na reforma tributária norte-americana abalava os mercados e rendimentos de títulos atingiam a máxima em nove anos.

Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, contratos futuros de ouro perdiam cerca de US$ 6,17, ou 0,48%, chegando a US$ 1.272,73 a onça troy às 11h51 após atingirem US$ 1.270,59, mínima desde 6 de novembro.

O Senado deverá trabalhar no projeto de reforma tributária nesta semana, com uma votação final definida para a semana seguinte ao feriado de Ação de Graças. Entretanto, analistas expressaram dúvidas com relação a esse cronograma. As notícias de que os cortes em alíquotas para pessoas jurídicas não terão efeito até 2019 deixaram investidores apreensivos.

Rendimentos mais altos em títulos do Tesouro dos EUA também pesaram nos preços do ouro. Os rendimento dos títulos do Tesouro com vencimento em dois anos atingiram a máxima de nove anos na segunda-feira enquanto investidores aguardam um novo aumento dos juros do Federal Reserve em dezembro. Rendimentos mais altos em títulos reduzem o apelo de ativos de baixo rendimento como o ouro.

Quanto a outros metais preciosos, contratos futuros de prata recuavam 0,59% para US$ 16,946, a platina caía 0,46% para US$ 931,30 a onça enquanto o paládio estava em baixa de 0,44% e era negociado a US$ 985,38 a onça.

Além disso, contratos futuros de cobre recuavam 0,40% para US$ 3,104 a onça após dados mostrarem que a economia chinesa desacelerou no mês passado após uma repressão governamental a riscos de dívidas e poluição das fábricas, o que fez com que a produção industrial, o investimento em ativos fixos e as vendas no varejo não atendessem às expectativas.

A produção industrial da China subiu 6,2% em outubro ao se comparar com o ano passado, afirmou a Agência Nacional de Estatísticas do país, frustrando as estimativas dos analistas de ganhos de 6,3% e ficando abaixo do aumento de 6,6% em setembro.

O investimento em ativos fixos também desacelerou para 7,3% no período de janeiro a outubro a partir de 7,5% nos primeiros nove meses. Analistas esperavam aumento de 7,4%.

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