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Cosan (CSAN3): Moody’s corta nota de crédito global por incertezas sobre Raízen (RAIZ4)

25 fev 2026, 9:53 - atualizado em 25 fev 2026, 9:53
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(Imagem: Cosan/Divulgação)

A agência classificadora de riscos Moody’s rebaixou a classificação de crédito corporativo da Cosan (CSAN3) de Ba2 para Ba3 e colocou em revisão para possível novo rebaixamento. A Moody’s também rebaixou a classificação das notas seniores não garantidas da Cosan Overseas Limited de Ba2 para Ba3, incluindo revisão para possível novo rebaixamento.

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De acordo com os analistas, a revisão incorpora as incertezas sobre a reestruturação e adequação de capital que será realizada pela Raízen (RAIZ4), subsidiária de controle compartilhado da Cosan e Shell, além do aumento da percepção de risco em relação ao grupo Cosan.

“A Cosan não garante a dívida da Raízen, limitando o contágio direto da deterioração da subsidiária, mas a situação na Raízen ainda está em desenvolvimento e há um alto nível de incerteza quanto aos possíveis efeitos dessa reestruturação para credores e acionistas”, diz a Moody’s.

Neste sentido, a agência vê como provável que os acionistas e credores do grupo Cosan permaneçam mais cautelosos, observando os desdobramentos na Raízen , o que pode atrasar ou restringir os termos de venda de ativos e o acesso ao mercado para a Cosan e suas principais subsidiárias.

Os analistas não veem a Raízen pagando dividendos nas próximas duas safras. Portanto, a dependência de um fluxo contínuo de caixa da Compass e de outras subsidiárias aumenta.

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Possível efeito Raízen na Cosan

Segundo a Moody’s, um eventual rebaixamento da classificação de risco levará em consideração os desdobramentos na reestruturação e adequação de capital da Raízen.

“Um rebaixamento poderia resultar da incapacidade da empresa de continuar reduzindo a dívida no nível da holding. Por exemplo, se a Cosan aumentasse o apoio direto à Raizen, isso atrasaria a tendência de desalavancagem da holding”, diz a agência.

Uma deterioração da liquidez, incluindo quedas generalizadas na valorização das ações ou o aperto das condições de crédito, de maneira que a venda de ativos ou o acesso ao mercado de capitais se tornem pouco atrativos ou inacessíveis, também poderia exercer pressão negativa sobre a classificação.

O enfraquecimento da qualidade de crédito ou do desempenho operacional de qualquer uma das principais subsidiárias da Cosan, que afete a distribuição de dividendos, também poderia resultar em um rebaixamento.

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A Moody’s recorda que rebaixou a classificação da Raizen em 9 de fevereiro, após o anúncio de que a empresa havia contratado consultores financeiros e jurídicos para auxiliá-la no desenvolvimento de alternativas para fortalecer sua posição de liquidez e otimizar sua estrutura de capital.

“A governança é um fator chave na avaliação da classificação da Cosan e reflete a falta de uma supervisão oportuna e eficaz para evitar e remediar a expansão agressiva impulsionada por dívidas e o fluxo de caixa livre negativo sustentado, que levaram à deterioração do perfil financeiro da Raizen”, diz a agência.

Articulação de aporte

A Cosan e a Shell, controladores da Raízen, estão avançando em negociações para um aporte significativo de recursos que pode chegar a R$ 5,5 bilhões, segundo a agência de notícias Bloomberg Línea.

Fontes com conhecimento direto das conversas afirmaram que as controladoras estão discutindo um plano para fortalecer o capital da empresa e aliviar a pressão sobre sua estrutura financeira.

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A proposta em estudo envolveria a entrada de fundos de private equity administrados pelo BTG Pactual, que adquiririam uma participação relevante no braço de distribuição de combustíveis da Raízen por cerca de R$ 5,5 bilhões.

O plano ainda está em fase de definição e pode incluir a conversão de cerca de 35% da dívida da Raízen em capital, além de aportes diretos pelas partes envolvidas. A ideia central é reorganizar a estrutura societária, separando o negócio de distribuição de combustíveis do segmento de açúcar e etanol, para atrair investidores e melhorar o fluxo de caixa.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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