Cosan (CSAN3) e Raízen (RAIZ4) sobem na Bolsa com articulação sobre aporte de R$ 5,5 bilhões; entenda
As ações da Cosan (CSAN3) e da Raízen (RAIZ4) avançavam 4,1% e 1,6% por volta de 15h23 desta terça-feira (24), impulsionadas por notícias de que os controladores estão avançando em negociações para um aporte significativo de recursos que pode chegar a R$ 5,5 bilhões, segundo a Bloomberg Línea.
Fontes com conhecimento direto das conversas afirmaram que a Cosan e Shell — sócias da Raízen — estão discutindo um plano para fortalecer o capital da empresa e aliviar a pressão sobre sua estrutura financeira.
A proposta em estudo envolve a entrada de fundos de private equity administrados pelo BTG Pactual, que adquiririam uma participação relevante no braço de distribuição de combustíveis da Raízen por cerca de R$ 5,5 bilhões.
O plano ainda está em fase de definição e pode incluir a conversão de cerca de 35% da dívida da Raízen em capital, além de aportes diretos pelas partes envolvidas. A ideia central é reorganizar a estrutura societária, separando o negócio de distribuição de combustíveis do segmento de açúcar e etanol, para atrair investidores e melhorar o fluxo de caixa.
O movimento ocorre em meio a um momento de dificuldades financeiras para a Raízen, que enfrenta custos elevados, safras abaixo do esperado e um cenário de juros altos, fatores que pressionaram seus indicadores de crédito e a cotação de seus títulos.
O plano em discussão inclui um aumento de capital de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões dos atuais acionistas da Raízen. A Shell contribuiria com R$ 1,5 bilhão a R$ 3,5 bilhões, dependendo das futuras demandas de royalties da empresa, enquanto a Cosan poderia injetar R$ 1 bilhão, com outros R$ 500 milhões vindo do fundador, Rubens Ometto. O empresário busca um empréstimo para financiar o acordo, segundo fontes.