Cosan (CSAN3): Bradesco BBI corta preço-alvo por pouca visibilidade para dividendos
O Bradesco BBI cortou o preço-alvo para as ações da Cosan (CSAN3) de R$ 8 para R$ 7, refletindo premissas mais conservadoras para pagamento de dividendos no curto prazo, dado o foco em redução de dívida.
O banco, no entanto, reiterou a recomendação de compra para o papel, citando um desconto em relação ao valor dos ativos e com fundamentos em evolução.
A tese se apoia em três pilares:
- simplificação do portfólio, com potencial de venda adicional de ativos entre R$ 7-8 bilhões, o que seria chave para neutralizar rapidamente a dívida líquida da holding;
- oportunidades de crescimento, especialmente na Compass, com destaque para a área de trading (Edge), que investe para capturar oportunidades no mercado brasileiro de gás natural;
- ventos favoráveis no macro, com perspectiva de queda da taxa de juros no Brasil.
Após a oferta recente, a alavancagem da holding caiu, oferecendo maior resiliência em um cenário ainda de juros elevados, disse o banco.
“Vemos Cosan em um momento estratégico de transformação, com medidas que reduzem riscos históricos de alocação de capital e pavimentam o caminho para criação de valor no longo prazo”, escreveram Vicente Falanga e Ricardo França.
“A simplificação do portfólio e o corte de despesas gerais e administrativas (de R$ 300-350 milhões para R$ 150-200 milhões nos próximos anos) devem liberar recursos para reforçar a remuneração ao acionista e monetizar créditos tributários”.
A queda da curva de juros no Brasil pode acelerar a geração de valor, disseram. “Estimamos que cada redução de 1 p.p. no custo de capital (Ke) adiciona cerca de R$ 1,20/ação ao preço-alvo (+13% de upside)”.