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Consumo deve puxar recuperação da economia brasileira, afirma Moody’s

Arena do Pavini - 16/07/2019 - 13:31
As vendas no varejo vêm melhorando gradualmente à medida que a confiança do consumidor se recupera (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Por Arena do Pavini

Crescimento do emprego, inflação baixa, melhora nas vendas ao varejo e ambiente de juros mais baixos sustentam a recuperação gradual da economia do Brasil, afirma a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service. Segundo a agência, como na maioria das principais economias do mundo, os consumidores contribuem com a maior parcela da atividade econômica total no Brasil e direcionam o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país).

“No Brasil, o crescimento do emprego é fundamental para sustentar o crescimento do consumo”, afirma o vice-presidente sênior da Moody’s Gersan Zurita. “O emprego tem melhorado de forma gradual desde o fim da recessão econômica, com uma participação crescente da população retornando lentamente à força de trabalho”, diz. Além disso, o aumento real dos salários combinado com inflação baixa e expectativas inflacionárias bem ancoradas aumentam o poder de compra do consumidor.

As vendas no varejo vêm melhorando gradualmente à medida que a confiança do consumidor se recupera. Vendas mais amplas do varejo, que incluem as de materiais de construção e veículos, crescem gradualmente desde o fim da recessão, mas permanecem abaixo do pico alcançado em 2013.

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Esta recuperação lenta das vendas de veículos, contudo, permanece decepcionante, uma vez que os níveis de vendas seguem abaixo daqueles que antecedem o período recessivo, destaca a Moody’s. Já a perspectiva para o segmento imobiliário parece mais promissora, com uma recuperação mais visível tanto em unidades vendidas e em valores que no caso dos bens de consumo.

Crédito segue em crescimento

Apesar da lenta recuperação do consumo, a demanda por crédito ao consumidor continua crescendo tanto em termos nominais como em participação do PIB. A Moody´s espera que a demanda por crédito ao consumo continue crescendo moderadamente nos próximos dois anos, especialmente se as reformas, como a da Previdência e fiscal, forem bem-sucedidas no Congresso, o que permitirá que as taxas de juros sejam mais baixas.

Última atualização por Bruno Andrade - 16/07/2019 - 13:31